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14 de janeiro de 2026

Empresa do setor de arroz no RS entra em recuperação judicial após crise e dívida milionária

Uma empresa tradicional do RS entrou em recuperação judicial após enfrentar queda no consumo e dívidas acima de R$ 50 milhões. Veja detalhes.

O setor arrozeiro do Rio Grande do Sul vive um dos momentos mais delicados. A combinação entre queda no consumo, aumento dos custos de produção e dificuldades de investimento tem colocado empresas tradicionais sob forte pressão financeira.

Nos bastidores do agronegócio, o cenário é de cautela. Indústrias que dependem de grandes volumes de venda e capital de giro elevado enfrentam obstáculos para manter operações.

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Dívidas se acumulam após a pandemia

A situação se agravou especialmente no período pós-pandemia. Além disso, projetos de expansão acabaram se tornando um peso financeiro para algumas companhias.

É nesse contexto que uma tradicional empresa do setor decidiu recorrer à Justiça para tentar evitar um desfecho mais grave.

Arrozeira Bom Jesus entra em recuperação judicial

A Justiça autorizou o pedido de recuperação judicial da Arrozeira Bom Jesus, com sede em Camaquã, no Sul do Estado. Conforme informações da coluna da Giane Guerra, a empresa acumula uma dívida de R$ 50,778 milhões e busca agora reestruturar suas finanças para manter as atividades.

O processo tramita na Comarca de Pelotas e foi ajuizado com o objetivo de permitir a renegociação dos débitos com credores, evitando a paralisação das operações.

Tentativa de expansão agravou a situação financeira

Segundo informações apresentadas no pedido, parte do endividamento está relacionada às dificuldades enfrentadas pela empresa na tentativa de instalar uma unidade industrial no município de Tapes, projeto que acabou não se concretizando como esperado.

Somado a isso, a retração no consumo de arroz reduziu receitas e comprometeu o fluxo de caixa da companhia.

Justiça suspende cobranças por 180 dias

Com a concessão da recuperação judicial, todas as execuções e cobranças contra a Arrozeira Bom Jesus ficam suspensas por um período de 180 dias. A decisão também protege máquinas agrícolas e industriais contra apreensão, permitindo que a empresa siga operando.

A medida busca preservar a atividade econômica, a cadeia produtiva e os empregos vinculados à empresa.

Plano será apresentado aos credores

Agora, a arrozeira tem o prazo legal de até 60 dias para apresentar seu plano de recuperação judicial, que deverá detalhar como pretende reorganizar suas finanças e pagar os credores.

Após a apresentação, o plano será submetido à votação. A continuidade da recuperação dependerá da aprovação da maioria dos credores envolvidos no processo.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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