Milhões de aposentados e pensionistas aguardam todos os anos a confirmação dos novos valores pagos pela Previdência Social. Em 2026, o reajuste dos benefícios voltou a chamar atenção, principalmente entre quem recebe acima do salário mínimo.
A mudança foi definida por portaria publicada pelo governo federal e passa a valer já no início do calendário de pagamentos do próximo mês. O impacto atinge benefícios previdenciários, pensões especiais e até auxílios vinculados ao INSS.
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A partir do dia 2 de fevereiro, o INSS inicia o pagamento dos benefícios reajustados para quem recebe acima do piso nacional. Com a correção de 3,90%, o teto da Previdência Social passa a ser de R$ 8.475,55, valor válido desde 1º de janeiro de 2026.
Quem será impactado pelo reajuste do INSS
Segundo o próprio INSS, cerca de 12,2 milhões de benefícios têm valor acima do salário mínimo e serão impactados diretamente pelo reajuste. Os pagamentos seguem o calendário oficial do órgão, conforme o número final do cartão do benefício.
Além das aposentadorias e pensões, o reajuste também alcança auxílios previstos em lei, como a pensão especial para vítimas da síndrome da talidomida e o benefício pago a pessoas atingidas pela hanseníase.
Reajuste não garante ganho real para todos
Apesar do aumento nominal, especialistas alertam que muitos beneficiários do INSS podem perder poder de compra ao longo de 2026. Isso acontece porque os benefícios acima do salário mínimo são corrigidos apenas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), sem considerar o crescimento do PIB.
Já quem recebe o piso previdenciário é beneficiado pela política de valorização do salário mínimo, que soma inflação e crescimento econômico, garantindo ganho real. Quando o INPC fica abaixo de outros índices, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ocorre defasagem para quem ganha mais.
Salário mínimo e datas de pagamento
Para os segurados que recebem o piso do INSS, o valor segue o novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621,00. Esse grupo reúne aproximadamente 21,9 milhões de pessoas.
Os pagamentos começam em 26 de janeiro e seguem até 6 de fevereiro, conforme o número final do cartão do benefício, desconsiderando o dígito após o traço.
Novos valores de contribuição ao INSS
A portaria também atualizou os limites usados nos cálculos previdenciários. Em 2026, o salário de contribuição ao INSS não pode ser inferior a R$ 1.621,00 nem superior a R$ 8.475,55.
As alíquotas passam a ser:
- 7,5% até R$ 1.621,00
- 9% de R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84
- 12% de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27
- 14% de R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55
Essas contribuições incidem sobre os salários de janeiro e serão recolhidas apenas em fevereiro.

