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28 de janeiro de 2026

Projeto de lei no RS pode permitir que mulheres consultem histórico criminal de pretendentes

Projeto de lei no RS pode permitir que mulheres consultem histórico criminal de pretendentes; veja detalhes a seguir.

Um novo projeto de lei apresentado no Rio Grande do Sul reacendeu o debate sobre prevenção à violência contra a mulher e segurança em relações afetivas. A proposta chama atenção por tratar de um tema delicado, mas cada vez mais discutido no estado.

Nos últimos anos, casos de violência doméstica e feminicídio levaram parlamentares a buscar mecanismos que ampliem a proteção das mulheres antes mesmo de situações de risco se concretizarem. É nesse contexto que surge a iniciativa em análise na Assembleia Legislativa.

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A proposta pretende criar um instrumento legal que permita às mulheres tomar decisões com mais informação e segurança.

Projeto de lei no RS pode permitir que mulheres consultem histórico criminal de pretendentes: na prática

O Projeto de Lei nº 423/2025, apresentado pela deputada estadual Delegada Nadine (PSDB), autoriza mulheres gaúchas a consultarem o histórico criminal de pretendentes no RS, especificamente em casos relacionados à violência contra a mulher.

Segundo o texto, será possível solicitar à Polícia Civil informações restritas sobre antecedentes ligados a crimes de violência doméstica e familiar e crimes contra a dignidade sexual. Os dados fornecidos se limitarão à existência dos registros e à respectiva tipificação penal.

Além disso, acesso terá critérios e análise da Polícia Civil

Para ter acesso às informações, a mulher deverá apresentar um requerimento fundamentado, acompanhado de comprovação mínima de vínculo afetivo com a pessoa consultada. A liberação dos dados dependerá de decisão favorável do delegado de polícia responsável pelo atendimento.

O projeto busca, assim, equilibrar o direito à informação com a preservação de garantias legais e individuais.

Enquanto isso, projeto reforça proteção de dados sensíveis

O texto deixa claro que as informações acessadas serão classificadas como dados pessoais sensíveis, conforme determina a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Com isso, a proposta prevê segurança jurídica tanto para quem solicita quanto para os órgãos responsáveis pelo fornecimento das informações.

A medida também busca evitar o uso indevido ou a divulgação indevida dos dados obtidos.

Por fim, veja como será a tramitação

Com o retorno das atividades parlamentares, o projeto será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Caso avance, ainda precisará passar por outras etapas antes de se tornar lei.

Se aprovado, o projeto poderá representar uma nova ferramenta de prevenção à violência, ampliando o acesso à informação e fortalecendo políticas de proteção às mulheres no estado.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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