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30 de janeiro de 2026

Após La Niña, meteorologistas alertam: El Niño pode trazer mais chuva e risco ao RS em 2026

El Niño no RS em 2026? La Niña se aproxima do fim e meteorologistas apontam possíveis mudanças no clima. Veja detalhes.

O fenômeno La Niña, que vem influenciando o clima nos últimos meses, está próximo do fim, segundo centros internacionais de meteorologia. Dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indicam que há 75% de probabilidade de encerramento do ciclo entre janeiro e março.

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Com isso, cresce a atenção para o que pode vir na sequência, especialmente em relação ao clima no Sul do Brasil e ao possível El Niño no RS ao longo de 2026.

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Neutralidade climática deve anteceder possível El Niño

De acordo com os modelos mais recentes, após o fim do La Niña, o cenário mais provável é de neutralidade climática, condição em que não há atuação direta nem do La Niña nem do El Niño. Esse padrão deve se manter, ao menos, até o fim do outono de 2026 no Hemisfério Sul.

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“A maioria dos modelos de previsão sazonal indicam essa direção, mas oficialmente a última previsão probabilística de consenso veio com 61% de ocorrência de El Niño frente a outras categorias no trimestre entre agosto, setembro e outubro”, explicou à GZH o meteorologista Vinícius Lucyrio, da Climatempo.

Diferença entre La Niña e El Niño

La Niña e El Niño são fenômenos climáticos opostos, relacionados à temperatura das águas do oceano Pacífico Equatorial.

Enquanto o La Niña é marcado pelo resfriamento dessas águas, o El Niño ocorre quando há aquecimento acima da média. Ambos influenciam a circulação atmosférica e impactam diretamente o regime de chuvas e temperaturas em diversas regiões do planeta.

Impactos esperados do El Niño no RS

No Rio Grande do Sul, o La Niña costuma estar associado a chuvas abaixo da média e períodos de estiagem, principalmente na primavera e no verão. Já o El Niño no RS tende a provocar chuvas mais frequentes e intensas, elevando o risco de alagamentos e enchentes.

Segundo o meteorologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Murilo Lopes, essa mudança de padrão exige atenção especial, sobretudo em áreas próximas a grandes rios.

Qual pode ser a intensidade do El Niño em 2026?

Apesar dos indícios de formação do fenômeno, ainda não há consenso sobre a intensidade do possível El Niño em 2026. As projeções seguem em estágio inicial.

“As projeções ainda são muito preliminares para conclusões definitivas”, afirmou à GZH o meteorologista Diogo Arsego, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do INPE (CPTEC/INPE).

Murilo Lopes acrescenta que, até o momento, a tendência aponta para um evento de intensidade moderada, com início próximo ao inverno e fortalecimento ao longo do segundo semestre.

“Poucos modelos indicam cenário de El Niño forte ou ‘super El Niño’. Ainda existem incertezas”, explicou à GZH.

O que é um “Super El Niño”?

O termo “Super El Niño” é usado de forma informal para descrever eventos extremamente intensos, com aquecimento muito acima da média do Pacífico Equatorial e impactos climáticos amplificados.

Um exemplo recente foi o El Niño entre 2023 e 2024, que contribuiu para episódios de enchentes no RS. No entanto, especialistas alertam que não é esperado um evento dessa magnitude de forma consecutiva.

Previsões iniciais para o clima no Sul do Brasil

Historicamente, durante episódios de El Niño, o Sul do Brasil registra chuvas mais volumosas e frequentes, especialmente na primavera, período em que o risco de enchentes costuma aumentar.

“Com o El Niño configurado, normalmente temos um fim de inverno e primavera mais tempestuosos, com maior risco de chuvas persistentes”, explicou Vinícius Lucyrio à GZH.

Apesar disso, os meteorologistas reforçam que ainda é cedo para cravar um cenário definitivo. As projeções iniciais indicam maior frequência de chuva e um inverno menos rigoroso, mas os modelos ainda podem sofrer ajustes nos próximos meses.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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