O Governo Federal iniciou a emissão do Cartão Nacional de Saúde com o CPF como número principal de identificação no SUS, uma mudança que simplifica o uso do sistema público de saúde em todo o Brasil.
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A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde e já entrou em vigor, estabelecendo o CPF como prioritário para identificar usuários em atendimentos, substituindo gradualmente o antigo número do Cartão Nacional de Saúde (CNS).
Objetivo da adoção do CPF como identificador
A adoção do CPF como identificador único no SUS faz parte de uma estratégia de unificação dos cadastros de usuários para reduzir registros duplicados, melhorar a segurança dos dados e facilitar o acesso aos serviços de saúde.
Além disso, a mudança contribui para a transformação digital do sistema, permitindo que informações de saúde sejam centralizadas e consultadas com mais rapidez em diferentes unidades de atendimento.
Como funciona a nova identificação
Com a reformulação, o Cartão Nacional de Saúde passa a destacar o CPF como referência principal. Apesar disso, o número antigo do cartão continua existindo como um identificador secundário e pode ser usado quando necessário, especialmente para pessoas que ainda não têm CPF.
A orientação oficial é que os profissionais de saúde priorizem o CPF para localizar o histórico de atendimento e outros registros no sistema.
Atendimento garantido mesmo sem CPF
O Ministério da Saúde esclarece que ninguém deixará de ser atendido no SUS por não possuir CPF. Grupos como indígenas, ribeirinhos, populações em situação de rua e estrangeiros em trânsito continuam com acesso garantido, com cadastro provisório quando necessário.
Essa garantia vale especialmente em situações de urgência ou emergência, onde o atendimento é prestado independentemente da documentação.
Impacto esperado para usuários e gestão
Com o CPF como identificador principal no SUS, o governo espera alcançar uma base de dados mais confiável e integrada com outras plataformas públicas, como CadÚnico e IBGE. Essa integração deve reduzir erros cadastrais, agilizar o atendimento e oferecer mais eficiência na gestão de políticas públicas de saúde.
A unificação também facilitará o uso de sistemas digitais, como o aplicativo Meu SUS Digital, onde usuários poderão acessar informações de saúde de forma centralizada e mais segura.

