A Justiça de São Paulo autorizou a recuperação judicial do Grupo Fictor, que enfrentou uma grave crise financeira após tentar adquirir o Banco Master em 2025. A decisão foi tomada após o pedido ser protocolado pela holding e permitirá à empresa negociar suas dívidas e suspender execuções por 30 dias enquanto um plano de reestruturação é avaliado.
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O pedido de recuperação judicial foi apresentado no início de fevereiro e decorre de um cenário de perda de confiança no mercado, que gerou uma crise de liquidez significativa para o grupo. A empresa enfrenta mais de R$ 4 bilhões em compromissos financeiros relacionados às consequências da operação frustrada de compra do Banco Master.
Crise financeira após tentativa frustrada de compra
O processo que culminou na recuperação judicial começou quando o Grupo Fictor anunciou, em novembro de 2025, um acordo para adquirir o Banco Master junto a investidores estrangeiros. No entanto, apenas um dia após o anúncio, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco, o que desencadeou um forte impacto na confiança dos investidores e clientes.
Essa sequência de eventos levou a saques massivos dos clientes e a uma deterioração do fluxo de caixa da empresa, o que, segundo seus representantes legais, contribuiu diretamente para a necessidade de buscar proteção judicial para reorganizar as finanças.
Liminar da recuperação judicial antecipa efeitos e protege Fictor
A decisão judicial que aceita a recuperação judicial incluiu uma liminar que antecipa os efeitos do chamado “stay period”, período no qual execuções e cobranças contra a empresa são suspensas temporariamente. Essa medida ajuda a proteger o grupo contra uma “corrida de credores” enquanto o plano de recuperação é preparado e analisado.
O juiz responsável determinou ainda que sejam realizadas perícias para avaliar a situação financeira e a capacidade do Fictor de seguir no processo, o que é essencial para validar a continuidade da recuperação judicial.
Impactos no mercado e próximos passos
A autorização da recuperação judicial chega em um momento em que o Grupo Fictor enfrenta questionamentos sobre sua estratégia de captação de recursos e operações financeiras, bem como preocupações de credores que buscam garantias do pagamento integral de suas dívidas.
Se o plano de recuperação for aprovado, a empresa poderá renegociar prazos e condições de pagamento, o que ajudará a preservar suas operações e empregos, enquanto tenta restaurar a confiança no mercado financeiro.

