Durante muito tempo, ansiedade e depressão foram tratadas como problemas silenciosos, enfrentados quase sempre de forma individual. No entanto, nos últimos anos, os números oficiais passaram a mostrar uma realidade diferente e preocupante no Brasil.
O aumento dos afastamentos por transtornos mentais já impacta empresas, a economia e até os cofres públicos. Especialistas alertam que jornadas longas, pressão constante e insegurança profissional ajudaram a intensificar esse cenário, principalmente após a pandemia.
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Diante disso, muita gente não sabe, mas existe a possibilidade de solicitar o auxílio ansiedade do INSS, um benefício que garante renda mensal para quem precisa se afastar do trabalho por causa de transtornos psicológicos devidamente comprovados.
Quem pode solicitar o benefício
O auxílio ansiedade do INSS pode ser concedido a pessoas diagnosticadas com ansiedade, depressão ou outros transtornos mentais, desde que um médico comprove a incapacidade temporária para o trabalho. Além disso, é necessário ter contribuído para a Previdência Social por pelo menos 12 meses, salvo exceções previstas em lei.
Ou seja, não basta apenas o diagnóstico. O INSS avalia se a condição realmente impede o exercício da atividade profissional naquele momento.
Como pedir o auxílio ansiedade do INSS
Atualmente, o pedido pode ser feito de forma totalmente digital pelo aplicativo ou site Meu INSS. Em muitos casos, a análise ocorre sem perícia presencial, por meio da modalidade chamada Atestmed, que utiliza documentos médicos enviados pelo próprio segurado.
Esse formato tem reduzido filas e acelerado a concessão do benefício, principalmente em casos considerados mais simples do ponto de vista documental.
Crescimento dos afastamentos preocupa
Dados recentes mostram que os gastos com afastamentos por transtornos mentais já somam bilhões de reais. O aumento dos pedidos acendeu um alerta nos bastidores da Previdência Social.
Apesar do impacto financeiro, especialistas defendem que o benefício é essencial para evitar o agravamento das doenças e garantir que o trabalhador possa realizar o tratamento de forma adequada. A duração do pagamento varia conforme avaliação médica e pode ser prorrogada, se necessário.

