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09 de fevereiro de 2026

YouTube e Instagram são acusados de operarem para viciar crianças

YouTube e Instagram enfrentam julgamento nos EUA sob acusação de projetar aplicativos para viciar crianças. Veja detalhes do caso.

Um julgamento nos Estados Unidos pode abrir um precedente histórico contra gigantes da tecnologia. YouTube e Instagram serão analisados por um júri que decidirá se as plataformas foram projetadas de forma consciente para viciar crianças.

O caso será julgado no Tribunal Superior de Los Angeles e envolve as empresas Alphabet (dona do YouTube) e Meta (proprietária do Instagram e Facebook). A acusação sustenta que os aplicativos teriam sido desenvolvidos com mecanismos capazes de estimular dependência, com foco em maximizar a receita publicitária.

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O que está em julgamento?

O processo gira em torno da acusação feita por uma jovem de 20 anos, identificada como Kelly G.M. Segundo a ação, ela começou a usar o YouTube aos seis anos e criou conta no Instagram aos 11. A alegação é de que as plataformas contribuíram para problemas graves de saúde mental após supostamente serem desenhadas para viciar crianças.

O julgamento pode impactar dezenas de outros processos semelhantes nos Estados Unidos, que também acusam redes sociais de criarem sistemas deliberadamente viciantes para usuários mais jovens.

Zuckerberg no centro das atenções

A figura de Mark Zuckerberg, presidente da Meta, tem sido constantemente mencionada durante a seleção do júri. Advogados da empresa tentaram excluir jurados considerados hostis às redes sociais.

Por outro lado, representantes da autora buscaram afastar candidatos que atribuíam problemas de saúde mental exclusivamente a fatores familiares, e não ao funcionamento das plataformas.

Zuckerberg deve prestar depoimento nas próximas semanas, o que aumenta ainda mais a repercussão do caso envolvendo a acusação de que redes sociais teriam sido criadas para viciar crianças.

Outras plataformas também foram processadas

TikTok e Snapchat também foram alvos de ações semelhantes. No entanto, ambas as empresas fecharam acordos recentes, com valores não divulgados, e não seguirão no julgamento principal.

Debate global sobre redes sociais e saúde mental

O julgamento ocorre em meio a um debate internacional sobre os impactos das redes sociais no comportamento de jovens. Países como a Finlândia, por exemplo, já adotaram medidas restritivas em escolas para reduzir o uso excessivo de celulares.

Se o júri entender que houve intenção deliberada de viciar crianças, o caso poderá estabelecer um novo marco jurídico na responsabilização das plataformas digitais.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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