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12 de fevereiro de 2026

Anestesista se distrai no celular e criança de 4 anos morre durante cirurgia

Um anestesista foi condenado após a morte de uma criança de 4 anos. O uso do celular na sala operatória foi apontado como fator decisivo.

O caso em que um anestesista se distrai no celular durante um procedimento cirúrgico terminou em condenação. A Justiça sentenciou neste mês o médico Mauricio Javier Atencio Krause a três anos de prisão por homicídio culposo.

Além da pena, o profissional está proibido de exercer a medicina por sete anos e seis meses. Ele também deverá cumprir regras de conduta rigorosas pelo período de três anos, incluindo comparecimentos mensais ao tribunal.

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O que aconteceu durante a cirurgia

O episódio ocorreu em 11 de julho de 2024, na cidade de General Roca, na Argentina. Valentín Mercado Toledo, de quatro anos, havia sido internado para uma cirurgia de hérnia diafragmática, considerada procedimento de rotina.

No entanto, segundo ficou comprovado no julgamento, o anestesista se distraiu no celular justamente no momento em que deveria monitorar os sinais vitais da criança.

Laudos apontam que o menino permaneceu por pelo menos dez minutos sem que a pressão arterial e a oxigenação fossem medidas. Nesse intervalo, ele sofreu falta de oxigênio no cérebro, o que levou à morte cerebral.

Médico chegou a sair da sala para buscar carregador

Ainda conforme apurado no processo, o anestesista deixou a sala de cirurgia para procurar um carregador para o celular.

A falha no monitoramento foi considerada determinante para o desfecho do caso. O processo foi movido pelos pais da criança.

A defesa do médico pediu a aplicação da pena mínima prevista para homicídio culposo e solicitou que a inabilitação profissional fosse restrita apenas à área de medicina pediátrica. A Justiça, porém, decidiu ampliar a proibição para o exercício da profissão como um todo.

Uma semana de incertezas após o procedimento

Segundo relato da mãe, o menino passou por uma semana de tratamento marcada por diagnósticos confusos. Médicos confirmaram que o dano cerebral era irreversível sete dias após a cirurgia.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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