O julgamento da mulher acusada de matar um fotógrafo em Canoas, que estava previsto para ocorrer nesta terça-feira (3), foi transferido. Agora, ele está previsto para ocorrer no dia 10 de março.
Conforme o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a alteração da data ocorre devido a motivos de saúde do Juiz Bruno Barcellos de Almeida que iria conduzir o julgamento.
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Ré foi absolvida pela morte de fotógrafo em Canoas e será julgada novamente
Paula Caroline Ferreira Rodrigues foi absolvida pelo crime em 2023. Porém, a pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o júri foi anulado. A acusação será feita pelas promotoras de Justiça Daniela Fistarol e Rafaela Hias Moreira Huergo.
“O MPRS reafirma sua inabalável convicção quanto à responsabilidade da ré pelos fatos descritos na decisão de pronúncia, na condição de principal articuladora do crime, ao lado de coautor, já definitivamente condenado. Aliás, desde o oferecimento da denúncia, a instituição sustenta a consistência do conjunto probatório e a presença de todas as qualificadoras reconhecidas judicialmente. Essa compreensão permanece íntegra e inalterada. O MPRS também entende que as provas serão valoradas em sua integralidade, e que o novo julgamento restabelecerá a adequada resposta estatal aos fatos apurados”, afirmam as promotoras em conjunto.
Em nota, o advogado Rodrigo Schmidt, responsável pela defesa de Paula, tem convicção “de que ela será absolvida novamente”.
Relembre o caso
O crime ocorreu em 2015. Na época, o fotógrafo foi torturado e morto a tiros na Praia do Paquetá.
Juliano Biron da Silva foi condenado em 2020 a 20 anos e oito meses de prisão pelo assassinato de José Gustavo Bertuol Gargioni de 22 anos em Canoas.
De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil, Biron cometeu o crime por ciúmes. Ele mantinha um relacionamento com uma jovem que também se relacionava com o fotógrafo.

