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13 de fevereiro de 2026

“Minha Primeira Arma”: Deputados aprovam projeto que facilita compra de armamentos pela população

Minha Primeira Arma avança na Câmara em votação que durou menos de 10 minutos. Entenda o que muda e quem pode ser beneficiado.

Um projeto que pode facilitar o acesso de cidadãos à primeira arma de fogo avançou rapidamente na Câmara dos Deputados. A proposta foi aprovada em menos de 10 minutos pela Comissão de Segurança Pública, em votação simbólica.

O texto original criava o chamado programa Minha Primeira Arma, com previsão de incentivos diretos para aquisição do armamento.

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A rapidez da votação chamou atenção e gerou debate nos bastidores do Congresso.

O que previa o projeto original?

A proposta é de autoria do deputado Marcos Pollon e tinha como relator o deputado Luciano Zucco.

Segundo o autor, a ideia era “democratizar a legítima defesa”, sob o argumento de que os altos impostos tornam a posse de arma um privilégio restrito a quem tem maior renda.

Entre os pontos previstos estavam:

  • Isenção de tributos federais na compra da primeira arma
  • Linhas de crédito especiais em bancos públicos
  • Subsídios parciais ou integrais
  • Criação de um comitê gestor

O que mudou no texto aprovado?

O relator apontou possíveis vícios de inconstitucionalidade, como criação de despesas sem previsão orçamentária e invasão de competência do Poder Executivo.

Para evitar o arquivamento, foi apresentado um substitutivo.

Em vez de instituir um programa imediato, o novo texto cria a Política Nacional de Acesso à Primeira Arma de Fogo, estabelecendo apenas diretrizes gerais. Incentivos fiscais e financiamentos dependerão de regulamentação futura.

Quem poderá ter prioridade?

O texto define requisitos como:

  • Ser brasileiro nato ou naturalizado
  • Ter idade mínima legal
  • Estar regular com a Receita Federal
  • Possuir autorização válida da Polícia Federal ou do Exército
  • Não possuir arma registrada anteriormente

Também prevê prioridade para:

  • Vítimas de violência doméstica com medida protetiva
  • Vítimas de atentado contra a vida
  • Moradores de áreas rurais ou consideradas violentas
  • Cidadãos com renda de até cinco salários mínimos

Votação-relâmpago

No momento da votação, a sessão era presidida pelo deputado Alberto Fraga, que chegou a comentar:
“Eu ia propor [o nome] ‘Minha Arma, Minha Vida’. É melhor do que ‘Programa Minha Primeira Arma’”.

Após manifestações de dois parlamentares, o projeto foi colocado em votação simbólica e aprovado em menos de 10 minutos.

Agora, a proposta ainda será analisada por outras comissões antes de seguir para o plenário da Câmara e, posteriormente, para o Senado.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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