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14 de fevereiro de 2026

Regras de transição da aposentadoria em 2026: entenda o que muda para o trabalhador

As regras de transição da aposentadoria em 2026 continuam impactando trabalhadores que já contribuíam ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) antes da Reforma da Previdência de 2019. Essas normas foram previstas na Emenda Constitucional 103/2019 e seguem um cronograma que ajusta, ano após ano, os requisitos para se aposentar.

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Em 2026, dois critérios principais — idade mínima progressiva e a regra dos pontos — foram novamente reajustados, aumentando as exigências para quem ainda não completou os requisitos de aposentadoria. Por isso, quem planeja se aposentar neste ano precisa estar atento aos números e às opções de transição disponíveis.

O que são as regras de transição e para quem valem

As regras de transição da aposentadoria em 2026 valem para segurados que estavam contribuindo ao INSS antes de novembro de 2019 e ainda não reuniam os requisitos para se aposentar.

Elas foram criadas para estabelecer uma passagem gradual entre o regime previdenciário anterior e o novo, evitando mudanças bruscas nos critérios de aposentadoria. Em vez de alterar de uma vez as idades e tempos de contribuição, o governo formalizou um aumento progressivo ano a ano. Isso permite que o segurado escolha a regra que melhor atende ao seu caso concreto.

Principais mudanças em 2026

Idade mínima progressiva

Em 2026, a idade mínima para requerer a aposentadoria por tempo de contribuição combinada com idade aumentou em relação ao ano anterior.

Segundo as regras atuais, para se aposentar por essa modalidade, o segurado precisa não apenas atingir um tempo mínimo de contribuição, mas também uma idade mínima que cresce seis meses a cada ano. Em 2026, os requisitos são:

  • Mulheres: 59 anos e 6 meses de idade e 30 anos de contribuição.
  • Homens: 64 anos e 6 meses de idade e 35 anos de contribuição.

Esse critério é uma das principais mudanças da transição e demanda planejamento financeiro e temporal para quem está próximo de solicitar o benefício.

Regra dos pontos

Outra alteração importante para as regras de transição da aposentadoria em 2026 é a regra dos pontos, que soma idade e tempo de contribuição.

A cada ano, o total exigido de pontos sobe um ponto em relação ao ano anterior, seguindo o cronograma da reforma. Para 2026, os requisitos passaram a ser:

  • Mulheres: mínimo de 93 pontos.
  • Homens: mínimo de 103 pontos.

Mesmo ao atingir a pontuação, ainda é necessário cumprir o tempo mínimo de contribuição (30 anos para mulheres e 35 para homens).

Regras de transição específicas e outras opções

Além das duas regras que mudam em 2026, existem outras opções de transição que permanecem válidas e podem ser vantajosas dependendo da situação do trabalhador.

Por exemplo, o chamado pedágio de 50% e o pedágio de 100% não sofrem alterações neste ano e continuam válidos para quem se enquadra nesses casos — como quem estava próximo de se aposentar em 2019 e faltava pouco tempo de contribuição.

Essas regras podem permitir que o segurado se aposente antes de atingir a idade mínima progressiva ou a pontuação exigida por outras modalidades, desde que cumpridos os critérios específicos de cada pedágio.

Como planejar sua aposentadoria em 2026

Para saber qual regra de transição é mais vantajosa e calcular quanto tempo falta para se aposentar, o INSS oferece ferramentas como o simulador online no portal ou no aplicativo Meu INSS.

Basta acessar o serviço com CPF e senha, selecionar a opção “Simular Aposentadoria” e verificar as possibilidades de acordo com seu histórico de contribuições. Isso ajuda a evitar erros e a escolher a melhor estratégia antes de formalizar o pedido de aposentadoria.

Importância de entender as regras de transição em 2026

As regras de transição da aposentadoria em 2026 continuam sendo atualizadas conforme o cronograma da Reforma da Previdência de 2019. Isso torna essencial que os trabalhadores acompanhem as mudanças para não perderem oportunidades de se aposentar com melhores condições.

Planejar com antecedência, usar simuladores oficiais e, se necessário, consultar um profissional especializado em Direito Previdenciário pode fazer diferença no momento de garantir o benefício com segurança e estratégia.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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