Um crime brutal chocou moradores da Região Central do Estado, na madrugada deste sábado (14). Cássia Girard do Nascimento, de 26 anos, foi morta a tiros poucas horas depois de conseguir na Justiça uma medida protetiva contra o ex-companheiro, o caso é investigado como feminicídio pela Polícia Civil de Cacequi.
Segundo informações preliminares, o principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, de 29 anos, que está foragido.
Crime ocorreu na casa de amiga em Cacequi
O assassinato aconteceu durante a madrugada em uma residência onde Cássia estava abrigada, na cidade de Cacequi. De acordo com a investigação, o homem havia sido intimado após a concessão da medida protetiva, mas descumpriu a determinação judicial.
LEIA TAMBÉM:
- Criminoso rouba ambulância do SAMU em Canoas
- INSS atualiza regras e profissões que dão direito à aposentadoria especial
- Projeto de vistoria obrigatória para carros com mais de 5 anos avança na Câmara e pode mudar rotina de motoristas
Horas antes de ser morta, Cássia registrou ocorrência relatando ameaças e conflitos no relacionamento. A medida protetiva foi deferida no mesmo dia.
Mesmo ciente da decisão judicial, o suspeito teria ido até o local onde ela estava e efetuado disparos de arma de fogo. A jovem morreu no local.
A Brigada Militar do Rio Grande do Sul realizou buscas ao longo do sábado, mas até a última atualização desta reportagem o suspeito seguia foragido.
Histórico de ameaças e tentativa de separação
Conforme relato de familiares, Cássia tentava encerrar o relacionamento desde janeiro, após sucessivos episódios de brigas e ameaças. O relacionamento durou cerca de um ano e meio, marcado por idas e vindas.
Ela deixa um filho de seis anos, além da mãe e duas irmãs.
Colegas de trabalho descreveram a jovem como dedicada e trabalhadora. Há quatro anos, ela atuava em um restaurante da zona rural do município.
Prefeitura de Cacequi lamenta o feminicídio
A Prefeitura de Cacequi divulgou nota oficial manifestando pesar pela morte de Cássia. O prefeito em exercício, Edson Fragoso, prestou solidariedade à família e destacou a necessidade de enfrentamento à violência contra a mulher.
Na nota, o município também citou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que apontam que cerca de 1.400 mulheres são vítimas de feminicídio por ano no Brasil.
Rio Grande do Sul já soma 15 feminicídios em 2026
Com o caso de Cacequi, o Rio Grande do Sul registra 15 feminicídios desde o início de 2026, segundo dados preliminares das autoridades de segurança.
O feminicídio é caracterizado quando o assassinato de uma mulher ocorre em contexto de violência doméstica ou por menosprezo à condição de gênero. Especialistas alertam que o descumprimento de medidas protetivas segue sendo um dos grandes desafios no combate à violência contra a mulher.
Violência contra a mulher: onde buscar ajuda
Mulheres em situação de risco podem procurar:
- Delegacias de Polícia
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM)
- Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher)
- Emergência pelo 190

