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04 de abril de 2026

Biometria obrigatória no INSS: entenda os prazos e quem será afetado

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a exigir a biometria obrigatória no INSS como parte das regras para comprovar identidade e continuar recebendo benefícios. A novidade, que começou a valer no final de 2025, busca reforçar a segurança do sistema previdenciário e reduzir fraudes que ocorrem há anos no pagamento de aposentadorias, pensões e outros benefícios.

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A exigência afeta milhões de beneficiários em todo o Brasil, incluindo aposentados, pensionistas e quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Sem o cadastro biométrico dentro dos prazos definidos, os segurados correm o risco de ver o pagamento temporariamente suspenso até a regularização.

O que mudou com a biometria obrigatória no INSS

A biometria obrigatória no INSS exige que os beneficiários façam o registro de suas digitais ou reconhecimento facial para validar provas de vida e autenticar identidade nos sistemas do governo. Isso inclui ainda a necessidade em pedidos de novos benefícios ou na renovação daqueles já existentes.

A regra foi instituída pela Lei nº 15.077/2024 e regulamentada por decreto, alinhando o INSS a uma política mais moderna e segura de identificação. Os sistemas utilizam bases já existentes, como a biometria contida na Carteira de Identidade Nacional (CIN), na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou no Título de Eleitor.

Prazos e cronograma para o cadastro biométrico

A implementação da biometria obrigatória no INSS segue um cronograma escalonado para facilitar a transição. Desde 21 de novembro de 2025, quem faz novos pedidos de aposentadorias ou BPC precisa ter a biometria cadastrada em algum documento oficial.

Posteriormente, a exigência será ampliada:
• A partir de 1º de maio de 2026, quem pedir novos benefícios deve ter a biometria registrada ou emitir a Carteira de Identidade Nacional.
• Em 1º de janeiro de 2027, a biometria passa a valer tanto para concessão quanto para renovação de benefícios.
• Por fim, 1º de janeiro de 2028 marca o prazo final em que a CIN será o documento padrão com identificação biométrica obrigatória para todos os segurados.

Essa transição gradual visa evitar bloqueios indevidos e permitir que os beneficiários se adaptem aos novos requisitos com mais tranquilidade.

Quem precisa fazer o cadastro e como evitar problemas

A exigência da biometria obrigatória no INSS atinge aposentados, pensionistas por morte, beneficiários do BPC e outros programas sociais. Mesmo quem já recebe um benefício antigo precisa verificar se sua biometria já está registrada ou atualizada.

Caso o segurado não tenha biometria em nenhum documento oficial, será preciso providenciar o cadastro. Isso pode ser feito em postos de atendimento credenciados ou, em muitos casos, por meio de documentos que já tenham biometria como a CNH ou a CIN. O aplicativo Meu INSS e plataformas como gov.br também permitirão checar a situação cadastral.

Para evitar a suspensão de pagamentos, especialistas recomendam que os beneficiários consultem seus dados com antecedência e se antecipem ao cronograma oficial, garantindo que seus benefícios continuem sem interrupções.

Por que a biometria se tornou obrigatória

A principal motivação da biometria obrigatória no INSS é combater fraudes que historicamente comprometeram a integridade dos pagamentos previdenciários e assistenciais no Brasil. Ao exigir a identificação biométrica, o governo busca assegurar que os recursos públicos cheguem de fato aos beneficiários legítimos.

Além disso, a digitalização dos processos tende a agilizar a concessão e renovação de benefícios, integrar bases de dados públicas e oferecer mais segurança aos segurados. Ainda assim, a transição exige atenção para que todos estejam cientes dos prazos e exigências legais.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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