A China aplicou a pena de morte a três abusadores condenados por crimes graves contra crianças, em uma das decisões mais rigorosas da política criminal do país. A medida, confirmada pelo Supremo Tribunal Popular, reforça a tolerância zero contra qualquer forma de abuso sexual infantil, seja em ambientes físicos ou digitais.
Segundo o tribunal, esses crimes não representam apenas violações individuais, mas ameaças à segurança social e ao futuro das novas gerações.
Pena de morte para abusadores
Entre os casos analisados:
- Exploração em centros ilegais de ensino: um instrutor submetia alunos a vigilância constante, punições físicas e estupros repetidos, causando danos psicológicos graves.
- Aliciamento online: outro condenado usava a internet para atrair crianças, exigir imagens íntimas e forçar encontros presenciais, registrando os abusos em vídeo.
- Reincidência e violência organizada: o terceiro criminoso, com antecedentes por estupro, voltou a cometer crimes ainda mais graves, organizando abusos coletivos e lucrando com a exploração sexual de menores.
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O tribunal enfatizou que a severidade das sentenças acompanha a crueldade dos crimes e o impacto duradouro nas vítimas, funcionando também como instrumento de prevenção e dissuasão social.
Além das execuções, foram reforçadas medidas de vigilância em escolas, centros de ensino e plataformas digitais, para impedir a repetição de abusos. Empresas de tecnologia foram orientadas a detectar conteúdos ilegais e remover rapidamente material que facilite crimes sexuais contra crianças.
A Justiça chinesa também alerta para a responsabilização de pais e responsáveis em casos de negligência, considerando o abandono infantil uma violação grave de direitos.
O recado é direto: quem destrói a infância de uma criança enfrentará as consequências mais severas previstas em lei.

