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17 de fevereiro de 2026

Comissão aprova projeto que garante remédios para autismo no SUS

Comissão da Câmara aprova projeto que prevê remédios para autismo no SUS, condicionados a protocolos do Ministério da Saúde.

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, um projeto que prevê o fornecimento de remédios para autismo no SUS. A proposta representa um avanço para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas estabelece regras específicas para a liberação dos medicamentos.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo deputado Amom Mandel (Cidadania-AM) ao Projeto de Lei 973/23, de autoria do deputado Saullo Vianna (União-AM).

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O que muda com o projeto sobre remédios para autismo no SUS?

A versão original do projeto previa que o Sistema Único de Saúde deveria fornecer qualquer medicamento prescrito por médico, seja da rede pública ou privada.

No entanto, o texto aprovado condiciona o fornecimento aos protocolos clínicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Isso significa que os medicamentos só poderão ser oferecidos quando estiverem previstos nas diretrizes oficiais de tratamento.

Segundo o relator, a redação inicial poderia obrigar o SUS a custear medicamentos sem registro específico na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para essa finalidade — o chamado uso “off-label”.

Por que o texto foi alterado?

De acordo com Amom Mandel, permitir a liberação irrestrita poderia gerar riscos aos pacientes e comprometer o orçamento público.

Em seu parecer, o deputado afirmou que a proposta original poderia obrigar o SUS a financiar tratamentos sem avaliação adequada de:

  • Eficácia;
  • Segurança;
  • Efetividade;
  • Custo-efetividade.

O novo texto propõe a elaboração de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para tratar comorbidades e sintomas mais frequentes do TEA, com base nas melhores evidências científicas disponíveis.

Como fica a Política Nacional do Autismo?

O projeto altera a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, reforçando a necessidade de diretrizes oficiais para o acesso a medicamentos.

Na prática, isso significa que o acesso aos remédios para autismo no SUS dependerá da regulamentação técnica do Ministério da Saúde.

Próximos passos para virar lei

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de:

  • Finanças e Tributação;
  • Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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