No Rio Grande do Sul, a Polícia Civil prendeu duas mulheres acusadas de aplicar o golpe da falsa rifa em nome de uma criança com câncer. Segundo as autoridades, elas usaram a história da menina para arrecadar dinheiro por meio de rifas que nunca foram entregues.
LEIA TAMBÉM:
Polícia Civil fecha fábrica clandestina de submetralhadoras no RS
Criminoso que fazia tele-entrega de drogas em Canoas é preso
Havan é alvo de pichação e Luciano Hang denuncia crime
O caso ganhou destaque nas delegacias da região após familiares da vítima perceberem que o dinheiro arrecadado não estava sendo revertido para a criança ou para tratamentos médicos, como prometido. Em vez disso, os valores foram utilizados pelas suspeitas em benefício próprio.
Como funcionava o golpe da falsa rifa
De acordo com a investigação, as mulheres criaram rifas solidárias usando o nome da criança e a condição de saúde dela como justificativa para a arrecadação. Muitos moradores acreditaram na causa e fizeram doações ou compraram os bilhetes, acreditando que estariam ajudando o tratamento.
Entretanto, a Polícia Civil constatou que não havia comprovação de compra ou entrega dos prêmios prometidos, nem relação entre os valores arrecadados e os custos médicos. Assim, ficou caracterizada a prática do golpe, configurando estelionato e uso indevido da imagem da criança.
Prisão e investigação policial
As suspeitas foram detidas preventivamente após a polícia receber várias denúncias. Durante as investigações, os agentes constataram que o esquema vinha ocorrendo há semanas e que várias pessoas da comunidade haviam sido enganadas.
Além disso, a polícia busca rastrear os recursos financeiros arrecadados para identificar a extensão do prejuízo e responsabilizar as envolvidas. Conforme informado, outras possíveis vítimas podem ser ouvidas nos próximos dias para fortalecer o caso na Justiça.
Alerta para golpes com causas solidárias
Especialistas em segurança alertam que golpes com causas emocionais, como o uso de doenças graves, são comuns nas redes sociais e exigem cautela por parte do público. Antes de fazer qualquer doação ou compra de rifa, é recomendável verificar a legitimidade da campanha e a identidade dos organizadores.
Além disso, órgãos de defesa do consumidor recomendam nunca enviar dinheiro diretamente sem comprovação de transparência na causa e incentivo a procurar entidades reconhecidas oficialmente por sua atuação em prol de pacientes ou causas sociais.

