O Banco Central anunciou um novo limite do PIX para determinadas instituições financeiras no Brasil. A partir de 5 de setembro de 2025, operações via Pix e TED passaram a ter valor máximo de R$ 15 mil em instituições que não cumprirem os novos protocolos de segurança definidos pelo órgão.
A medida entrou em vigor imediatamente.
Segundo o Banco Central, o objetivo é reforçar a segurança do sistema financeiro e dificultar ações ligadas ao crime organizado, como fraudes e lavagem de dinheiro.
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Quem será afetado pelo novo limite do PIX?
O novo limite do PIX atinge principalmente:
- Prestadoras de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI)
- Instituições de pagamento ainda não autorizadas pelo Banco Central
Essas empresas terão prazo de quatro meses para se adequar às novas regras.
O BC também determinou que apenas instituições enquadradas nos segmentos S1 a S4 (exceto cooperativas) poderão gerenciar o Pix dessas entidades, garantindo maior controle e segurança.
Por que o Banco Central criou o limite do PIX?
De acordo com estatísticas do próprio Banco Central, 99% das transferências feitas por empresas via Pix já estão abaixo de R$ 15 mil.
Assim, o novo limite do PIX busca impedir grandes movimentações em uma única transação que possam estar relacionadas a práticas ilícitas.
Além disso, o BC estabeleceu capital mínimo de R$ 15 milhões para o credenciamento de novas PSTIs, exigindo maior robustez financeira das empresas que operam no sistema.
PIX para pessoas físicas muda?
O Banco Central não anunciou mudanças diretas para pessoas físicas que utilizam Pix em bancos tradicionais autorizados.
A medida é focada principalmente em instituições que ainda não cumprem integralmente as novas exigências de segurança.

