A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, vive um dos momentos mais tristes de sua história recente. Devido à chuva volumosa que atingiu a região na madrugada desta terça-feira (24), a prefeitura não teve outra saída senão decretar estado de calamidade pública. Infelizmente, o balanço oficial já contabiliza 14 mortes e mais de 440 pessoas que perderam suas casas e estão desabrigadas. Portanto, a situação é crítica e exige a atenção de todo o país para o resgate dos sobreviventes.
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Tragédia em Juiz de Fora: bairros atingidos e vítimas confirmadas
A força da água e o excesso de lama provocaram soterramentos em diversos pontos da cidade. Consequentemente, famílias inteiras foram atingidas dentro de suas residências. De acordo com o balanço da prefeitura, as mortes ocorreram principalmente nos seguintes locais:
- Bairros JK e Santa Rita: 4 mortes registradas em cada um deles;
- Vila Ideal: 2 óbitos confirmados;
- Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa: 1 óbito registrado em cada localidade.
Além disso, a situação no bairro Parque Burnier é desesperadora. Os bombeiros informaram que ainda há 17 pessoas desaparecidas sob os escombros, incluindo pelo menos cinco crianças.
O fevereiro mais chuvoso da história de Juiz de Fora
Muitos moradores se perguntam por que o impacto foi tão devastador. A resposta está nos números: este já é o fevereiro com maior volume de chuva já registrado na história da cidade. Somente neste mês, os acumulados chegaram a 584 milímetros, o que representa o dobro do que era esperado para o período inteiro.
Por outro lado, o temporal que começou na tarde de segunda-feira (23) não deu trégua, fazendo com que o Rio Paraibuna e diversos córregos transbordassem. Como resultado, pontes e vias importantes que ligam os bairros ao Centro estão totalmente bloqueadas por árvores caídas e alagamentos.
Equipes de resgate e suspensão de aulas
Diante da tragédia em Juiz de Fora, a prefeita Margarida Salomão confirmou que existem ao menos 20 ocorrências de soterramento sendo atendidas simultaneamente. Para reforçar os trabalhos, militares do Batalhão de Emergências Ambientais e cães de busca foram deslocados para a região.
As aulas em todas as escolas municipais foram suspensas por tempo indeterminado. Em suma, o foco total agora é o resgate de quem ainda está soterrado e o atendimento médico aos sobreviventes, que estão sendo encaminhados para o Hospital de Pronto Socorro (HPS). A orientação da Defesa Civil é que moradores de áreas de risco abandonem suas casas imediatamente, pois ainda há previsão de mais chuva para as próximas horas.

