A vacina contra a dengue começou oficialmente a ser distribuída no Rio Grande do Sul nesta terça-feira (24). A chegada das doses marca uma nova etapa no enfrentamento da doença, que preocupa autoridades de saúde em todo o país.
Ao todo, 27.995 doses foram enviadas pelo Ministério da Saúde ao Estado. A organização da divisão entre os municípios está sendo feita pela Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul.
LEIA TAMBÉM:
- CNH: reprovação na prova prática do Detran cresce e governo federal apura causas
- Justiça libera dinheiro da poupança confiscada na era Collor; veja se o seu nome está na lista
- Pix no crédito Nubank: Saiba como transferir até R$ 15 mil sem ter saldo na conta
Neste primeiro momento, porém, a aplicação não será aberta para toda a população.
Quem vai receber a vacina contra a dengue primeiro?
As primeiras doses serão destinadas a profissionais da atenção primária que atuam no Sistema Único de Saúde.
No Rio Grande do Sul, cerca de 64 mil profissionais fazem parte desse grupo. As Coordenadorias Regionais de Saúde serão responsáveis por retirar os imunizantes em Porto Alegre.
Ainda não foi divulgado quantas doses cada cidade receberá.
O que diferencia essa vacina?
O imunizante foi desenvolvido pelo Instituto Butantan e é considerado a primeira vacina 100% nacional contra a dengue, além de ser de dose única.
Ela protege contra os quatro sorotipos do vírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4) e recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária em dezembro de 2025.
Quando a população geral poderá se vacinar?
A previsão é que a vacina contra a dengue seja ampliada para pessoas de 15 a 59 anos no segundo semestre.
Segundo o Ministério da Saúde, a expansão começará pelas faixas etárias mais altas dentro desse grupo e dependerá do aumento da produção.
O governo federal investiu R$ 368 milhões na compra de 3,9 milhões de doses — todo o estoque disponível até agora.
Produção pode aumentar até 30 vezes
Para ampliar a oferta, o Brasil firmou parceria estratégica com a China. A tecnologia será transferida para a empresa WuXi Vaccines.
A expectativa é que a produção aumente em até 30 vezes nos próximos anos, permitindo que a vacinação alcance mais brasileiros.

