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01 de março de 2026

CIN obrigatória? Saiba como fazer a nova Carteira de Identidade Nacional e o que muda

Novo documento unifica RG e CPF, tem QR Code, biometria completa e passa a ter prazo de validade conforme a idade

A CIN obrigatória já é uma realidade no Brasil, embora fazer ainda não seja exigida imediatamente. A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) substitui o antigo RG e estabelece o CPF como número único de identificação em todo o país.

A mudança busca reduzir fraudes e unificar os dados dos cidadãos, já que antes era possível ter até 27 números diferentes de RG, um por estado e pelo Distrito Federal.

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Fazer a nova carteira de identidade é obrigatório?

Por enquanto, a emissão não é obrigatória. No entanto, o RG antigo perderá a validade em 2032. A partir dessa data, apenas a CIN, a CNH e o passaporte serão aceitos como documentos de identidade em território nacional.

Ou seja, a CIN obrigatória passará a ser, na prática, o principal documento de identificação civil do brasileiro.

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O que muda na nova identidade?

A principal mudança é a unificação do RG com o CPF, que passa a ser o número único do documento.

Entre os novos recursos estão:

  • QR Code para validação digital;
  • Biometria dos dez dedos e reconhecimento facial;
  • Zona de leitura mecânica (MRZ), semelhante à do passaporte;
  • Integração com o aplicativo Gov.br.

A MRZ permite que a CIN seja utilizada para viagens em países do Mercosul que possuem acordo com o Brasil — mas não substitui o passaporte em viagens internacionais fora desse bloco.

Qual é a validade da CIN?

Diferente do antigo RG, a nova carteira tem prazo de validade:

  • De 0 a 12 anos incompletos: 5 anos;
  • De 12 a 60 anos incompletos: 10 anos;
  • Acima de 60 anos: validade indeterminada.

Como emitir a nova carteira?

A primeira emissão é gratuita. Para solicitar, o cidadão deve procurar o órgão de identificação do seu estado — como o Poupatempo em São Paulo — mediante agendamento.

Documentos necessários:

  • Certidão de nascimento ou casamento;
  • CPF regular na Receita Federal;
  • Comprovante de residência.

Após o atendimento presencial e coleta biométrica, o cidadão também poderá acessar a versão digital pelo aplicativo Gov.br.

A CIN é segura?

Especialistas apontam que a centralização dos dados aumenta a eficiência e reduz fraudes, mas exige infraestrutura tecnológica robusta. O Brasil conta com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece regras para o tratamento das informações pessoais.

Para aumentar a proteção:

  • Evite compartilhar fotos do documento completo;
  • Use marca d’água ao enviar cópias digitais;
  • Ative ferramentas de proteção do CPF;
  • Registre boletim de ocorrência em caso de uso indevido.

CIN digital também vale?

Sim. A versão digital tem a mesma validade jurídica da física e pode ser usada para acessar milhares de serviços públicos online.

Com a modernização do sistema, a CIN obrigatória até 2032 marca a transição definitiva para um modelo unificado de identificação no Brasil, com mais segurança, integração digital e padronização nacional.

Josué Garcia
Josué Garcia
Estudante de jornalismo e redator de SEO, Josué Garcia escreve sobre cotidiano.
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