27.3 C
Canoas
12 de março de 2026

Câmara aprova venda de spray de pimenta para mulheres a partir de 16 anos

Spray de pimenta para mulheres a partir de 16 anos é aprovado na Câmara. Veja o que muda e quem poderá comprar.

Uma nova proposta aprovada no Congresso Nacional na última quarta-feira (11) pode mudar as regras de acesso a itens de defesa pessoal no Brasil. O projeto trata de um produto bastante conhecido por forças de segurança, mas que atualmente possui restrições para civis.

Nos últimos anos, o debate sobre mecanismos de proteção para mulheres ganhou força no país, especialmente por causa do aumento de casos de violência e assédio em diferentes cidades.

LEIA TAMBÉM:

Agora, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que libera a venda de spray de pimenta para mulheres a partir de 16 anos, com o objetivo de ampliar as possibilidades de autodefesa.

Adolescentes poderão comprar com autorização

Pelo texto aprovado, mulheres maiores de 18 anos poderão comprar o produto normalmente. Já adolescentes entre 16 e 18 anos precisarão de autorização de um responsável legal para adquirir o spray.

O objetivo da proposta é permitir que mulheres tenham um instrumento de defesa pessoal em situações de risco, sem recorrer a armas letais.

Uso será permitido apenas em legítima defesa

O projeto estabelece regras claras para a utilização do spray de pimenta.

De acordo com o texto, o produto só poderá ser usado para repelir uma agressão considerada injusta, atual ou iminente, sempre com uso proporcional e moderado.

Caso seja utilizado de forma indevida, a pessoa poderá sofrer punições, como:

  • advertência formal
  • multa de 1 a 10 salários mínimos
  • apreensão do dispositivo
  • proibição de nova compra por até cinco anos

Compra terá exigência de documentos

Para adquirir o spray de pimenta, a compradora deverá apresentar:

  • documento oficial com foto
  • comprovante de residência
  • declaração de que não possui condenação por crime violento

Os estabelecimentos que venderem o produto também deverão registrar as vendas por até cinco anos, garantindo rastreabilidade.

Projeto ainda precisa passar pelo Senado

Apesar da aprovação na Câmara, a proposta ainda não virou lei.

O texto segue agora para análise do Senado. Se for aprovado pelos senadores e sancionado pelo presidente da República, a medida passará a valer em todo o país.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
MATÉRIAS RELACIONADAS

MAIS LIDAS