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27 de março de 2026

Comissão aprova porte de arma para vigilantes fora do horário de serviço

Vigilantes podem ganhar direito ao porte de arma fora do serviço. Proposta avança e ainda pode mudar regras atuais.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados do Brasil aprovou uma proposta que pode ampliar o direito ao porte de arma para vigilantes, inclusive fora do horário de trabalho. O texto reconhece essas profissões como atividades de risco e altera regras atuais sobre segurança privada no país.

A medida foi analisada a partir do Projeto de Lei 2480/25, de autoria da deputada Rosângela Reis, com relatoria do deputado Delegado Paulo Bilynskyj. Segundo o relator, o objetivo é adaptar a legislação à realidade enfrentada por esses profissionais.

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O que muda com a proposta

O texto aprovado vai além da versão original e modifica o Estatuto do Desarmamento, permitindo que vigilantes e agentes de segurança privada tenham autorização para portar arma de fogo também fora do expediente.

Atualmente, o uso é restrito ao horário de serviço e às funções exercidas. Com a mudança, o porte poderá ser estendido à vida pessoal, considerando o risco contínuo de retaliações contra esses profissionais.

Além dos vigilantes, instrutores de armamento e tiro também entram na abrangência da proposta.

Condições para o porte de arma para vigilantes

O direito ao porte não será automático. O projeto estabelece critérios técnicos e legais que precisam ser cumpridos:

  • comprovação de atuação regular na profissão
  • apresentação da Carteira Nacional do Vigilante válida
  • cumprimento das exigências da Lei 14.967/2024
  • aprovação em cursos de formação e avaliação psicológica

Também há previsão de controle por parte das autoridades. Empresas deverão comunicar à Polícia Federal eventuais desligamentos dos profissionais.

Fiscalização e possibilidade de perda do porte

O texto prevê regras rígidas para evitar uso indevido. Caso o vigilante utilize a arma para cometer crimes, poderá perder o direito ao porte e ainda ser demitido por justa causa.

A proposta reforça a necessidade de fiscalização contínua, tanto sobre o uso da arma quanto sobre a manutenção dos requisitos exigidos por lei.

Próximos passos

Apesar da aprovação na comissão, o projeto ainda não está em vigor. Ele seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado, além de receber sanção do presidente da República.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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