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08 de abril de 2026

“Funcionário trabalhou assim?” Famosa rede de farmácia é condenada a pagar quase R$ 1 milhão após decisão da Justiça

Uma rede de farmácias foi condenada a pagar quase R$ 1 milhão a um ex-gerente após decisão da Justiça do Trabalho envolvendo jornada e condições de trabalho.

Um caso envolvendo um ex-funcionário e uma grande rede chamou atenção após decisão da Justiça do Trabalho. O processo revela uma rotina que, segundo a investigação, pode ter ultrapassado limites previstos na legislação.

A decisão reacendeu discussões sobre direitos de trabalhadores e situações que, muitas vezes, passam despercebidas no dia a dia. No centro do caso está uma indenização trabalhista farmácia que chegou a um valor alto após análise detalhada.

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Indenização trabalhista farmácia chega a quase R$ 1 milhão

A Justiça determinou o pagamento de aproximadamente R$ 977 mil a um ex-gerente farmacêutico que trabalhou em unidades da rede em Goiânia.

O valor inclui horas extras, adicional noturno, trabalho em feriados, FGTS, multa e indenização por danos morais.

A maior parte da condenação está relacionada ao pagamento de horas extras acumuladas ao longo dos anos.

Jornada extensa foi ponto central da decisão

Segundo o processo, o trabalhador alegou que exercia uma rotina intensa, com jornadas que começavam cedo e se estendiam até a noite.

Além disso, ele afirmou que tinha pouco tempo de descanso durante o expediente, o que também foi considerado na análise do caso.

A empresa, por outro lado, sustentou que o cargo era de confiança, o que dispensaria o pagamento de horas extras.

Justiça não reconheceu cargo de confiança

Ao analisar o caso, o tribunal entendeu que o aumento salarial não foi suficiente para caracterizar o cargo como de confiança, conforme exige a legislação.

Com isso, a Justiça afastou essa condição e reconheceu o direito ao pagamento das horas extras e outros benefícios.

Exposição a riscos também foi considerada

Outro ponto analisado foi a exposição do profissional a agentes considerados insalubres.

De acordo com o processo, o ex-gerente realizava atividades como aplicação de injetáveis e testes de Covid-19 sem equipamentos de proteção adequados em determinados períodos.

Essa situação levou ao reconhecimento do direito ao adicional de insalubridade em parte do contrato.

Caso já foi encerrado na Justiça

Para finalizar, a assessoria de imprensa da Raia Drogasil informou ao portal Jota que “o caso está encerrado na Justiça, e a RD Saúde irá cumprir a determinação judicial”. (Processo n° 0010214-60.2024.5.18.0009)

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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