As enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 ainda estão na memória dos gaúchos e uma nova preocupação começa a ganhar força: será que um novo evento extremo pode acontecer?
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Com a possibilidade de formação de um novo El Niño nos próximos meses, especialistas analisam os riscos e fazem um alerta importante sobre o que pode — ou não — se repetir.
O que causou as chuvas extremas no RS em 2024
O desastre climático de 2024 foi um dos maiores já registrados no Brasil. Na época, mais de 90% das cidades do estado foram afetadas, atingindo milhões de pessoas.
Mas, ao contrário do que muita gente pensa, o fenômeno não teve uma causa única.
Especialistas explicam que as chuvas extremas foram resultado de uma combinação rara de fatores, como:
- calor global elevado
- excesso de umidade na atmosfera
- sistemas de baixa pressão
- bloqueios atmosféricos
Essa “tempestade perfeita” fez com que volumes de chuva extremamente altos se concentrassem no estado, causando enchentes históricas.
Super El Niño pode provocar novas chuvas extremas?
A possibilidade de um novo El Niño está no radar — e há chance de ele ser forte. No entanto, os especialistas são claros: isso não significa automaticamente que uma tragédia como a de 2024 vai se repetir.
O termo “super El Niño”, inclusive, ainda é incerto para o próximo ciclo.
Além disso, eventos extremos como o do ano passado dependem de vários fatores atuando ao mesmo tempo. Ou seja, apenas a presença do El Niño não é suficiente para gerar um desastre daquela magnitude.
Mesmo assim, o alerta existe: o fenômeno pode sim aumentar o volume de chuvas no Sul do Brasil.
Chuvas extremas no RS seguem no radar dos especialistas
Mesmo sem previsão de repetição exata do cenário de 2024, os meteorologistas reforçam a necessidade de atenção.
Isso porque:
- há aumento da chance de chuvas acima da média
- o fenômeno El Niño pode influenciar diretamente o clima da região
- mudanças climáticas vêm intensificando eventos extremos
Em alguns cenários, o risco de novos episódios severos não pode ser totalmente descartado, principalmente em períodos como primavera e verão.
Por isso, o acompanhamento das previsões e o preparo das cidades continuam sendo fundamentais.

