Um supertufão no Pacífico Oeste chamou a atenção de especialistas ao se formar com intensidade extrema em águas muito quentes. O fenômeno, registrado em abril de 2026, é visto como um indicativo da possível chegada de um El Niño forte nos próximos meses. Embora não represente risco direto ao Brasil, o evento pode influenciar o clima no país.
Como o fenômeno foi identificado
O supertufão no Pacífico, chamado Sinlaku, atingiu intensidade equivalente a um furacão de categoria 5 em pouco mais de um dia. A rápida intensificação ocorreu devido às temperaturas da superfície do mar muito acima da média na região.
Esse excesso de calor fornece energia para a formação e fortalecimento de ciclones tropicais, favorecendo eventos extremos.
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O que mostram as condições do oceano
As águas quentes no Pacífico Oeste fazem parte de um cenário mais amplo de reorganização climática. Esse padrão é típico de períodos que antecedem a formação do El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial.
Atualmente, há um grande acúmulo de calor na região próxima à Indonésia e à Austrália, formando uma espécie de “reserva” de energia no oceano.
Como isso se relaciona com o El Niño
Esse calor acumulado pode ser deslocado em direção ao centro e leste do Pacífico por meio de fenômenos atmosféricos, como o enfraquecimento dos ventos alísios. Esse movimento marca o início de um episódio de El Niño.
O supertufão no Pacífico ocorre justamente nesse contexto, reforçando os sinais de que o fenômeno climático pode se desenvolver nos próximos meses.
Impactos esperados no Brasil
Embora o supertufão não ofereça risco direto ao território brasileiro, seus efeitos indiretos podem ser significativos. Em anos de El Niño, o Sul do Brasil costuma registrar aumento das chuvas, com risco de enchentes e temporais.
Já regiões como Centro-Oeste e Sudeste tendem a enfrentar ondas de calor mais intensas, enquanto o Nordeste pode ter períodos de seca.
O que é o El Niño
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e pelo enfraquecimento dos ventos de leste.
Ele ocorre, em média, a cada três a cinco anos e pode alterar o clima em diversas regiões do planeta, provocando desde chuvas intensas até períodos de estiagem.

