O cenário dos combustíveis no Brasil trouxe um contraste que já começa a preocupar muitas famílias: enquanto gasolina, diesel e etanol registraram queda, o preço do gás de cozinha voltou a subir.
Os dados mais recentes divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostram que o impacto não é uniforme, e o botijão, item essencial dentro de casa, segue na contramão.
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Mas o que está acontecendo de fato com o preço do gás de cozinha?
Combustíveis caem, mas gás sobe
Na semana entre 19 e 25 de abril, o preço da gasolina teve queda de 0,44%, enquanto o diesel recuou 1,37% e o etanol também apresentou leve redução.
Já o preço do gás de cozinha (GLP) subiu 0,19% no mesmo período, chegando à média nacional de R$ 114,61.
Mesmo parecendo uma alta pequena, ela chama atenção porque ocorre em um momento em que outros combustíveis estão em queda.
O que está por trás da alta
Um dos principais fatores por trás da variação é o impacto internacional no preço do petróleo, influenciado por tensões como a guerra no Irã.
Com o barril acima de US$ 100, o custo de produção e importação acaba sendo afetado, e isso chega até o consumidor final.
Apesar das medidas adotadas pelo governo para tentar conter os preços, o efeito não tem sido igual para todos os combustíveis.
Diferença de preços pelo Brasil
O preço do gás de cozinha varia bastante de região para região.
Os valores mais altos foram registrados em estados como:
- Roraima
- Tocantins
- Mato Grosso
Já os menores preços apareceram em:
- Rio de Janeiro
- Espírito Santo
- Pernambuco
Essa diferença mostra como fatores logísticos e regionais também influenciam diretamente no valor final pago pelas famílias.
Por que o gás pesa mais no bolso
Diferente da gasolina, que pode variar conforme o uso, o gás de cozinha é um item básico e indispensável no dia a dia.
Por isso, qualquer aumento no preço do gás de cozinha acaba sendo sentido de forma mais imediata, principalmente por famílias de baixa renda.
Medidas do governo e próximos passos
O governo federal já anunciou uma série de medidas para conter a alta dos combustíveis, incluindo subsídios, isenções de impostos e ajuda na importação do gás.
Além disso, há propostas em andamento para tentar reduzir ainda mais os custos, como o uso de lucros excedentes do petróleo para diminuir tributos.
Mesmo assim, especialistas apontam que o comportamento dos preços ainda depende do cenário internacional, o que pode manter o gás de cozinha pressionado nos próximos meses.

