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13 de maio de 2026

Caso do cão Orelha é arquivado após perícia constatar que cachorro não foi espancado até a morte; veja o laudo

O caso do Cão Orelha ganhou uma reviravolta após nova perícia afastar agressão e apontar doença grave no animal. Entenda o que mudou.

O caso do Cão Orelha, que gerou forte comoção nas redes sociais no início do ano, ganhou uma nova reviravolta após o Ministério Público de Santa Catarina pedir oficialmente o arquivamento das investigações. Segundo o órgão, as análises periciais afastaram a hipótese de agressão contra o animal e apontaram que a morte estaria ligada a uma condição grave de saúde já existente.

O pedido foi encaminhado à Justiça na última sexta-feira (8), após meses de investigação envolvendo imagens de câmeras, perícias veterinárias e análise de quase dois mil arquivos relacionados ao caso.

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A conclusão do Ministério Público contradiz a principal suspeita que circulava nas redes sociais desde janeiro, quando o cachorro apareceu ferido e acabou sendo submetido à eutanásia em Florianópolis.

Ministério Público diz que adolescente e cão não estiveram juntos

De acordo com o MPSC, uma nova análise da linha do tempo mostrou que o adolescente apontado inicialmente como suspeito e o cão Orelha não estavam no mesmo local no horário indicado pelos primeiros relatórios da investigação.

A perícia identificou uma diferença de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelas câmeras do condomínio e pelo sistema de monitoramento da região.

Com isso, os investigadores concluíram que:

  • o cão não apareceu nas imagens da orla no momento indicado;
  • o adolescente estava a cerca de 600 metros do animal;
  • não há provas de contato direto entre ambos.

Segundo o Ministério Público, as imagens ainda mostraram que o cachorro mantinha capacidade normal de locomoção quase uma hora depois do suposto horário da agressão.

Perícia aponta infecção óssea grave no Cão Orelha

Outro ponto decisivo foi o laudo veterinário feito após a exumação do corpo do animal.

Segundo a perícia, não foram encontradas fraturas ou lesões compatíveis com violência recente.

Os especialistas identificaram sinais de osteomielite, uma infecção óssea grave localizada na região da mandíbula esquerda do cão. O quadro pode ter sido causado por doenças periodontais avançadas.

O documento ainda descreve:

  • perda de pelos;
  • inflamação antiga;
  • lesão profunda na região abaixo do olho esquerdo;
  • sinais de evolução prolongada da infecção.

De acordo com o Ministério Público, o estado clínico observado no animal seria incompatível com um quadro de agressão recente.

Caso gerou forte repercussão nas redes sociais

O caso Cão Orelha mobilizou milhares de pessoas nas redes sociais ao longo dos últimos meses.

Na época, vídeos, publicações e campanhas acusavam adolescentes de maus-tratos contra o animal, gerando revolta nacional e forte pressão por punições.

Agora, o Ministério Público afirma que também serão investigadas possíveis divulgações falsas relacionadas ao episódio, incluindo eventual monetização de conteúdos publicados nas plataformas digitais.

Além disso, o órgão pediu:

  • envio do caso à Corregedoria da Polícia Civil;
  • apuração sobre possível vazamento de informações sigilosas;
  • investigação sobre conteúdos falsos divulgados na internet.

MP também arquivou investigação sobre outro cão

As investigações envolvendo o cachorro “Caramelo” também foram arquivadas.

Segundo o Ministério Público, não houve prática de maus-tratos e os jovens envolvidos apenas brincavam com o animal na praia.

O órgão afirmou ainda que a morte da cadela “Pretinha”, companheira do Cão Orelha, reforça a hipótese de vulnerabilidade sanitária dos animais, já que ela morreu dias depois em decorrência da doença do carrapato.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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