As mortes de mãe e filho dentro de um condomínio residencial no bairro Rio Branco em Canoas foi o ponto de partida da Operação Revoada. A segunda fase da ação foi deflagrada nesta quarta-feira (27) pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do município.
O crime ocorreu em janeiro deste ano. O filho morreu horas após o ataque, já a mãe ficou mais de dois meses internada, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo. Desde então, os policiais apuraram que facções criminosas estavam disputando o controle do condomínio.
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“Todo o contexto dessa operação decorre da disputa pelo espaço da venda de drogas dentro desse condomínio”, afirma a delegada Graziela Zinelli, titular da DHPP Canoas.
Operação Revoada: facções expulsavam moradores de condomínio em Canoas
Os investigadores apuraram que os criminosos criaram regras dentro do condomínio, ofereciam benefícios para recrutar novos membros e até expulsavam moradores de seus apartamentos.
“Nós identificamos que a liderança dessa facção que hoje tenta dominar o condomínio se trata de um individuo que está foragido do sistema prisional com diversas ordens de prisão. Possivelmente, está se evadindo fora do Estado do Rio Grande do Sul e esse grupo criminoso passou a expulsar alguns moradores e a realocar alguns indivíduos que tenham algum alinhamento com as ideologias do grupo criminoso. Esse individuo, nós também identificamos, que passava a fornecer cestas básicas, tentava isentar moradores de taxas de contribuição, pagamento de energia elétrica, no intuito de ganhar a simpatia dos moradores e recruta-los para sua facção”, destaca Zinelli.
Durante a ofensiva, policiais cumpriram ordens judiciais no condomínio em Canoas, em celas da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC) e também em Porto Alegre.
“Os executores, mandantes e principalmente os líderes que estiverem envolvidos nas mortes serão investigados e responsabilizados”, salienta o Diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, Delegado Mario Souza.

