O inverno de 2026 já tem data marcada para começar no Brasil, mas especialistas alertam que a estação pode apresentar características diferentes das observadas em anos anteriores.
A principal razão é a possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño nos próximos meses, cenário que vem sendo monitorado por centros meteorológicos internacionais.
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Inverno de 2026 começa em 20 de junho
De acordo com os institutos de meteorologia, o inverno no Hemisfério Sul terá início oficialmente em 20 de junho de 2026 e seguirá até 22 de setembro.
Tradicionalmente, a estação é marcada por temperaturas mais baixas, massas de ar frio e redução das chuvas em boa parte do país. No entanto, as condições deste ano podem fugir parcialmente desse padrão.
El Niño pode alterar comportamento da estação
Meteorologistas acompanham sinais de aquecimento das águas do Oceano Pacífico, condição associada ao desenvolvimento do El Niño.
Quando o fenômeno está ativo, costuma provocar mudanças importantes nos padrões climáticos da América do Sul, especialmente no Sul do Brasil.
Entre os efeitos mais comuns estão:
- aumento das chuvas em estados da Região Sul
- redução da intensidade das ondas de frio
- menor frequência de geadas severas
- diminuição das chances de neve em áreas serranas
Os impactos variam conforme a intensidade do fenômeno e sua evolução ao longo dos meses.
Região Sul pode sentir os maiores efeitos
Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná costumam registrar as alterações mais perceptíveis durante episódios de El Niño.
Nessas áreas, os volumes de chuva frequentemente ficam acima da média histórica, aumentando a atenção para possíveis transtornos relacionados a temporais e enchentes.
Ao mesmo tempo, os períodos de frio intenso tendem a ser mais curtos quando comparados a anos de neutralidade climática ou influência da La Niña.
Previsões ainda serão atualizadas
Especialistas ressaltam que o comportamento definitivo do inverno só poderá ser confirmado com maior precisão nas próximas semanas.
Modelos meteorológicos continuam sendo atualizados constantemente para acompanhar a evolução das condições oceânicas e atmosféricas.
Por isso, as previsões para o inverno de 2026 ainda podem sofrer ajustes, especialmente em relação à intensidade do frio, à frequência das chuvas e às possibilidades de eventos extremos em diferentes regiões do país.

