Estatuto do Idoso deve realizar mudança e reduzir de 60 para 50 anos a idade para alguém ser considerado idoso no Brasil

Projeto em análise no Senado pode permitir que estas pessoas sejam consideradas idosas a partir dos 50 anos após avaliação específica.

Uma proposta em análise no Congresso pode mudar a forma como parte dos brasileiros passa a ser considerada idosa. O projeto prevê que pessoas com deficiência possam ser enquadradas como pessoas idosas a partir dos 50 anos, mas a mudança não seria automática para todos que chegarem a essa idade.

Atualmente, o Estatuto da Pessoa Idosa considera idosa a pessoa com 60 anos ou mais. A proposta pretende criar uma possibilidade específica para pessoas com deficiência, levando em consideração as condições individuais de cada cidadão.

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O texto já avançou no Congresso, mas ainda não virou lei. Portanto, a regra atual continua valendo.

Quem poderia ser considerado idoso aos 50 anos?

A proposta não reduziria de 60 para 50 anos a idade para todos os brasileiros.

O possível enquadramento antecipado seria destinado especificamente a pessoas com deficiência que tenham pelo menos 50 anos.

Além disso, completar essa idade não seria suficiente para garantir automaticamente a condição de pessoa idosa. O projeto prevê uma avaliação individual, considerando fatores médicos, psicológicos e sociais.

Na prática, a mudança criaria uma possibilidade de reconhecimento antecipado para determinados casos.

O que mudaria no Estatuto da Pessoa Idosa?

A legislação atual estabelece os 60 anos como idade mínima para que uma pessoa seja considerada idosa para fins do Estatuto da Pessoa Idosa.

A proposta em discussão acrescentaria uma regra específica para pessoas com deficiência.

A diferença pode ser resumida assim:

Regra atualProposta em discussão
Pessoa idosa a partir dos 60 anosPossibilidade de enquadramento a partir dos 50 anos
Regra geral para a populaçãoMedida direcionada a pessoas com deficiência
A idade determina o enquadramentoProjeto prevê avaliação individual

Assim, a eventual mudança não significaria que qualquer brasileiro de 50 anos passaria automaticamente a ter a condição de pessoa idosa.

Por que o projeto quer antecipar o reconhecimento?

Os defensores da proposta argumentam que determinadas deficiências podem estar associadas a condições que provocam um envelhecimento mais acelerado ou uma redução da expectativa de vida.

O senador Flávio Arns (PSB-PR), relator na Comissão de Assuntos Sociais, defende que a legislação considere as particularidades enfrentadas por pessoas com deficiência.

Já o senador Paulo Paim (PT-RS), relator na Comissão de Direitos Humanos, relaciona a proposta ao conceito de envelhecimento ativo e à necessidade de considerar as condições específicas desse grupo.

A ideia, portanto, é criar uma proteção legal que leve em conta situações que podem ser diferentes das enfrentadas pela população em geral.

Quais direitos podem ser alcançados?

Caso a proposta seja aprovada e entre em vigor, as pessoas com deficiência que forem enquadradas como idosas poderão ter acesso às garantias previstas no Estatuto da Pessoa Idosa.

Entre os direitos previstos atualmente estão medidas relacionadas a:

  • atendimento prioritário;
  • saúde;
  • assistência social;
  • transporte;
  • proteção contra violência;
  • proteção contra negligência;
  • garantia de dignidade e respeito.

O projeto, porém, não transforma automaticamente todas as pessoas com deficiência de 50 anos em idosas. O enquadramento dependerá das condições estabelecidas pela nova legislação.

A idade mínima para ser considerado idoso vai cair para 50 anos?

Não para toda a população.

Essa é uma das principais diferenças da proposta.

A regra geral continuaria sendo de 60 anos ou mais. A possibilidade de reconhecimento a partir dos 50 anos seria direcionada às pessoas com deficiência e dependeria dos critérios previstos no projeto.

Portanto, uma pessoa sem deficiência que complete 50 anos não passaria a ser considerada idosa simplesmente por causa da eventual aprovação da proposta.

O envelhecimento da população influencia a discussão?

A discussão ocorre em meio ao envelhecimento da população brasileira.

Projeções citadas no debate sobre políticas públicas indicam que a participação das pessoas com mais de 60 anos deverá crescer significativamente nas próximas décadas.

Esse cenário aumenta a necessidade de planejamento nas áreas de saúde, assistência social e proteção dos direitos da população idosa.

Para as pessoas com deficiência, a discussão envolve ainda as dificuldades específicas relacionadas ao envelhecimento e à necessidade de ampliar mecanismos de proteção.

O projeto já está valendo?

Ainda não.

Apesar de já ter avançado em etapas da tramitação no Congresso, a proposta ainda precisa concluir o processo legislativo e, caso seja aprovada definitivamente, passar pela sanção presidencial.

Enquanto isso não acontecer, continua valendo a regra atual do Estatuto da Pessoa Idosa: são consideradas idosas as pessoas com 60 anos ou mais.

Se o projeto for aprovado nos termos atualmente discutidos, pessoas com deficiência que tenham 50 anos ou mais poderão ter a possibilidade de serem enquadradas na legislação específica, desde que atendam aos critérios e passem pela avaliação prevista no texto.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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