14.8 C
Canoas
10 de junho de 2026

Educação domiciliar: Nikolas Ferreira defende direito de pais não mandarem filhos para a escola

A discussão sobre a educação domiciliar voltou a ganhar força nesta semana após uma declaração do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Durante uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (10), o parlamentar defendeu que pais tenham o direito de escolher se os filhos devem ou não frequentar uma escola tradicional.

LEIA TAMBÉM:

A fala ocorreu diante de um grupo formado principalmente por famílias defensoras do chamado homeschooling, modalidade em que a educação é realizada em casa pelos próprios pais ou responsáveis.

Nikolas Ferreira defende liberdade de escolha dos pais

Ao comentar o tema, Nikolas afirmou que os pais são as pessoas que melhor conhecem as necessidades dos filhos.

“Quem melhor para conhecer e educar o seu filho que o pai e a mãe? Quem o conhece mais? Quem sabe lhe dar aquilo que ele realmente precisa é um outro desconhecido?”, declarou o deputado durante a audiência.

A declaração foi recebida com aplausos pelos participantes presentes no evento.

O que é educação domiciliar?

A educação domiciliar, também conhecida como homeschooling, é um modelo em que os pais assumem diretamente a responsabilidade pela educação formal dos filhos, sem a matrícula em uma instituição de ensino tradicional.

A prática é adotada em alguns países, mas ainda gera debates jurídicos e educacionais no Brasil.

Defensores argumentam que a modalidade permite um ensino mais personalizado e alinhado aos valores da família.

Já críticos afirmam que a escola desempenha um papel importante na socialização e no desenvolvimento das crianças e adolescentes.

O que diz a legislação atualmente?

Atualmente, a legislação brasileira não possui uma lei federal que regulamente a educação domiciliar.

Além disso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que os pais ou responsáveis devem garantir o acesso dos filhos à educação formal.

Na prática, famílias que deixam de matricular crianças em idade escolar podem enfrentar questionamentos por parte das autoridades e até responder por abandono intelectual, dependendo da situação analisada.

Foi justamente essa preocupação que levou diversos participantes da audiência pública a relatarem dificuldades enfrentadas junto à Justiça.

Projeto pode voltar à pauta do Congresso

Durante o encontro, Nikolas Ferreira afirmou acreditar que a regulamentação da educação domiciliar possui apoio suficiente para ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Segundo ele, o projeto depende apenas de avanço na tramitação legislativa.

“No dia que Davi Alcolumbre pautar isso no Congresso, o homeschooling será aprovado com maioria de votos. O homeschooling é imparável!”, declarou o parlamentar.

Debate continua dividindo opiniões

A discussão sobre a educação domiciliar segue dividindo especialistas, educadores, famílias e parlamentares.

Enquanto alguns defendem maior liberdade para que os pais escolham o modelo de ensino dos filhos, outros entendem que a frequência escolar continua sendo essencial para garantir direitos educacionais e sociais previstos na legislação brasileira.

Por enquanto, não há previsão oficial para votação definitiva de um projeto que regulamente o homeschooling em todo o país.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
MATÉRIAS RELACIONADAS

MAIS LIDAS