A principal mudança é a exigência de confirmação da contratação por biometria facial no sistema Meu INSS. Agora, após solicitar o empréstimo junto ao banco, o beneficiário precisa acessar a plataforma do INSS e validar a operação digitalmente.
Caso a confirmação não seja realizada dentro do prazo estabelecido, o contrato é cancelado automaticamente e o dinheiro não é liberado.
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Prazo para pagamento ficou maior
Outra novidade é a ampliação do prazo máximo de pagamento. Antes limitado a 96 parcelas, o consignado agora pode ser quitado em até 108 meses, equivalente a nove anos.
Com mais tempo para pagar, as parcelas tendem a ficar menores, o que pode facilitar a contratação para quem possui orçamento apertado.
Margem consignável também mudou
As regras da margem consignável foram alteradas. O limite total de comprometimento da renda dos beneficiários passou de 45% para 40%, com previsão de redução gradual nos próximos anos.
Apesar disso, alguns segurados podem ter mais espaço para contratar empréstimos tradicionais, dependendo da utilização anterior dos cartões consignados.
Contratação por telefone foi proibida
As novas regras também acabaram com a contratação de empréstimos consignados por telefone, uma prática frequentemente associada a golpes e fraudes. Agora, o processo deve ser realizado diretamente pelos canais autorizados das instituições financeiras.
Além disso, a contratação por procuração também passou a ter restrições mais rígidas, aumentando a segurança para aposentados e pensionistas.
Objetivo é reduzir fraudes
O governo e o INSS afirmam que as mudanças têm como principal objetivo impedir descontos indevidos e empréstimos realizados sem o consentimento do titular do benefício.
Por isso, especialistas recomendam que os segurados acompanhem regularmente o aplicativo Meu INSS e desconfiem de ligações oferecendo crédito fácil ou aprovação imediata.

