Os dados mais recentes analisados por meteorologistas mostram um aquecimento cada vez mais intenso das águas do Pacífico Equatorial. Projeções do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas indicam que a anomalia da temperatura do oceano pode atingir níveis observados apenas em alguns dos eventos mais fortes já registrados.
Segundo os especialistas, o fenômeno pode rivalizar ou até superar grandes episódios históricos, como os registrados em 1997 e 2015.
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Por que os meteorologistas estão preocupados?
A principal preocupação está relacionada ao potencial de impactos climáticos extremos.
Entre os efeitos associados ao Super El Niño estão:
• Chuvas muito acima da média em algumas regiões
• Aumento do risco de enchentes
• Maior frequência de temporais severos
• Ondas de calor mais intensas
• Secas prolongadas em determinadas áreas
• Aumento de incêndios florestais em regiões mais secas
O Sul do Brasil pode ser uma das áreas mais afetadas
Historicamente, episódios de El Niño costumam aumentar significativamente os volumes de chuva na Região Sul.
Meteorologistas alertam que o período entre setembro e novembro de 2026 pode concentrar os maiores riscos de eventos extremos, incluindo temporais, cheias de rios e enchentes.
O fenômeno também tende a favorecer a formação de ciclones e a ocorrência de precipitações persistentes em áreas já vulneráveis.
O que pode acontecer nas demais regiões?
Os impactos variam conforme a região do país.
As projeções indicam:
• Sul: aumento das chuvas e maior risco de enchentes
• Sudeste: temperaturas acima da média e períodos de calor intenso
• Centro Oeste: calor mais frequente e possibilidade de queimadas
• Norte: redução das chuvas e maior risco de seca
• Nordeste: possibilidade de estiagens e prejuízos para reservatórios e agricultura
Fenômeno já foi confirmado
A NOAA confirmou que condições típicas de El Niño já foram observadas no Pacífico durante junho de 2026. A previsão da agência é que o fenômeno permaneça ativo até o início de 2027.
Embora ainda exista incerteza sobre a intensidade final do evento, diversos modelos climáticos apontam para um cenário de forte aquecimento oceânico e potencial para impactos relevantes em escala global.
Especialistas recomendam acompanhamento constante
Meteorologistas reforçam que ainda é cedo para prever exatamente quais cidades serão mais afetadas. No entanto, o avanço das projeções tem levado órgãos de monitoramento a acompanhar o fenômeno de forma permanente.
A orientação é que estados e municípios mantenham planos de prevenção atualizados, principalmente em áreas historicamente vulneráveis a enchentes, deslizamentos e eventos climáticos extremos.

