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20 de junho de 2026

Super El Niño pode atingir força histórica até 2027 e meteorologistas fazem alerta para o Brasil

Os dados mais recentes analisados por meteorologistas mostram um aquecimento cada vez mais intenso das águas do Pacífico Equatorial. Projeções do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas indicam que a anomalia da temperatura do oceano pode atingir níveis observados apenas em alguns dos eventos mais fortes já registrados.

Segundo os especialistas, o fenômeno pode rivalizar ou até superar grandes episódios históricos, como os registrados em 1997 e 2015.

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Por que os meteorologistas estão preocupados?

A principal preocupação está relacionada ao potencial de impactos climáticos extremos.

Entre os efeitos associados ao Super El Niño estão:

• Chuvas muito acima da média em algumas regiões

• Aumento do risco de enchentes

• Maior frequência de temporais severos

• Ondas de calor mais intensas

• Secas prolongadas em determinadas áreas

• Aumento de incêndios florestais em regiões mais secas

O Sul do Brasil pode ser uma das áreas mais afetadas

Historicamente, episódios de El Niño costumam aumentar significativamente os volumes de chuva na Região Sul.

Meteorologistas alertam que o período entre setembro e novembro de 2026 pode concentrar os maiores riscos de eventos extremos, incluindo temporais, cheias de rios e enchentes.

O fenômeno também tende a favorecer a formação de ciclones e a ocorrência de precipitações persistentes em áreas já vulneráveis.

O que pode acontecer nas demais regiões?

Os impactos variam conforme a região do país.

As projeções indicam:

• Sul: aumento das chuvas e maior risco de enchentes

• Sudeste: temperaturas acima da média e períodos de calor intenso

• Centro Oeste: calor mais frequente e possibilidade de queimadas

• Norte: redução das chuvas e maior risco de seca

• Nordeste: possibilidade de estiagens e prejuízos para reservatórios e agricultura

Fenômeno já foi confirmado

A NOAA confirmou que condições típicas de El Niño já foram observadas no Pacífico durante junho de 2026. A previsão da agência é que o fenômeno permaneça ativo até o início de 2027.

Embora ainda exista incerteza sobre a intensidade final do evento, diversos modelos climáticos apontam para um cenário de forte aquecimento oceânico e potencial para impactos relevantes em escala global.

Especialistas recomendam acompanhamento constante

Meteorologistas reforçam que ainda é cedo para prever exatamente quais cidades serão mais afetadas. No entanto, o avanço das projeções tem levado órgãos de monitoramento a acompanhar o fenômeno de forma permanente.

A orientação é que estados e municípios mantenham planos de prevenção atualizados, principalmente em áreas historicamente vulneráveis a enchentes, deslizamentos e eventos climáticos extremos.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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