Uma multinacional fecha fábrica no Brasil após acordo com órgãos públicos e a decisão já preocupa trabalhadores, fornecedores e famílias que dependem da operação da unidade industrial.
A decisão foi tomada após um acordo firmado com órgãos públicos e envolve uma fábrica localizada na cidade de São Paulo. Embora a empresa continue atuando no mercado brasileiro, a unidade deixará de produzir seus principais produtos nos próximos meses.
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Por que a multinacional fecha fábrica no Brasil?
A empresa afetada é a Isover, marca pertencente ao Grupo Saint-Gobain. A unidade está localizada em Santo Amaro, na zona Sul da capital paulista, e produz materiais utilizados em isolamento térmico e acústico para setores como construção civil, indústria automotiva, agronegócio e infraestrutura.
Conforme o acordo firmado com o Ministério Público e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a produção de lã de vidro deverá ser encerrada até 4 de julho de 2026. Além disso, o forno de fusão de vidro da fábrica deverá ser desligado até 31 de julho.
Produção será encerrada, mas empresa permanece no país
Apesar da repercussão da medida, a decisão não representa a saída completa da multinacional do Brasil. O local deixará de funcionar como fábrica e passará a operar apenas como centro de distribuição dos produtos comercializados pela empresa.
Com presença em 39 países e cerca de 9 mil colaboradores, a companhia mantém operações em diferentes mercados ao redor do mundo. Ainda assim, o encerramento da atividade industrial em Santo Amaro marca o fim de uma longa trajetória produtiva na região.
Fechamento preocupa trabalhadores e fornecedores
O encerramento da produção pode afetar mais de 100 famílias de trabalhadores diretos. Além disso, profissionais terceirizados, fornecedores e empresas ligadas ao transporte e à logística também podem sentir os impactos da mudança.
Segundo a companhia, o período até o encerramento definitivo das atividades será utilizado para minimizar os efeitos sociais provocados pela paralisação da fábrica e cumprir obrigações ambientais previstas no acordo.
Reclamações de moradores motivaram discussões
Nos últimos anos, moradores da região relataram problemas relacionados à operação da unidade, incluindo fumaça, ruídos e odores considerados incômodos. As reclamações levaram à abertura de discussões com órgãos ambientais e ao acompanhamento do caso pelo Ministério Público.
O tema também foi debatido em audiências públicas e reuniões entre autoridades, representantes da empresa e moradores. Entre os relatos apresentados estavam queixas sobre impactos na qualidade de vida da população que vive próxima à fábrica.
Empresa afirma que atuava dentro das regras
Em manifestação ao Estadão, a Isover informou que opera há mais de 70 anos no local seguindo a legislação vigente e critérios nacionais e internacionais relacionados à sustentabilidade e à saúde.
A companhia destacou ainda investimentos em melhorias ambientais, incluindo ações para redução de ruídos e emissões. Mesmo assim, o acordo definiu o encerramento da atividade industrial na unidade, que passará a ter uma nova função dentro da operação da empresa no Brasil.

