O almoço fora de casa ficou mais caro, mas o vale-refeição não acompanhou esse aumento. O resultado aparece no bolso de milhares de trabalhadores brasileiros, que hoje precisam usar dinheiro do próprio salário para completar o pagamento das refeições quando o benefício acaba antes do fim do mês.
Um levantamento da Pluxee mostra que o vale-refeição atualmente cobre, em média, apenas nove dias úteis de almoço. Depois desse período, quem depende do benefício precisa encontrar alternativas para continuar pagando as refeições durante a jornada de trabalho. Segundo o estudo, o preço médio do almoço aumentou 43%, enquanto o valor do benefício teve reajuste de apenas 15% no mesmo período.
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Vale-refeição perde poder de compra
Os dados mostram que o benefício vem perdendo força ano após ano. O custo das refeições fora de casa subiu em ritmo muito maior do que os reajustes concedidos pelas empresas, reduzindo o número de dias em que o vale consegue cobrir o almoço.
Na prática, isso significa que muitos trabalhadores passaram a reduzir gastos, procurar restaurantes mais baratos, levar marmita ou simplesmente completar a conta com dinheiro do próprio bolso para conseguir almoçar durante o expediente.
Diferença pesa no orçamento
Embora continue sendo um dos benefícios mais valorizados pelos empregados, o vale-refeição já não consegue cumprir o mesmo papel de alguns anos atrás. A diferença entre o valor recebido e o preço das refeições faz com que parte do orçamento familiar seja direcionada para uma despesa que antes era praticamente coberta pelo benefício.
O levantamento mostra que essa realidade se repete em diferentes regiões do país e evidencia como a alta dos preços da alimentação fora do lar vem afetando diretamente o dia a dia dos trabalhadores.
O que explica essa mudança?
A pesquisa da Pluxee aponta que o principal motivo é o aumento acelerado do custo das refeições, que superou com folga os reajustes médios do vale-refeição. Com isso, o benefício perdeu poder de compra e passou a cobrir uma parcela menor das despesas mensais com alimentação.
Enquanto os preços continuam avançando, muitos trabalhadores precisam reorganizar o orçamento para conseguir manter a rotina de almoçar fora de casa sem comprometer ainda mais a renda.

