Uma decisão da Justiça da Bahia trouxe alívio para clientes do Bradesco em Macururé, município localizado no sertão baiano. O banco foi impedido de encerrar as atividades da única unidade de atendimento presencial da cidade, que estava com fechamento previsto para junho.
A medida foi concedida em caráter liminar após uma ação civil pública apresentada pela prefeitura do município. O objetivo era evitar que moradores ficassem sem acesso a serviços bancários essenciais.
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Impacto para idosos e moradores da zona rural
Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que o encerramento da unidade poderia causar prejuízos significativos para a população, especialmente idosos, aposentados e moradores da zona rural que dependem do atendimento presencial para realizar operações financeiras básicas.
O banco havia informado que os clientes poderiam utilizar canais digitais e correspondentes bancários instalados na cidade. No entanto, o argumento não convenceu o magistrado responsável pelo processo.
Contas não poderão ser transferidas automaticamente
Outro ponto importante da decisão é que o Bradesco não poderá transferir compulsoriamente as contas dos clientes para uma agência localizada em outro município, a cerca de 34 quilômetros de distância.
A determinação garante a continuidade de serviços presenciais como saques, depósitos, emissão de cartões, recuperação de senhas e demais atendimentos considerados essenciais para a população local.
Folha de pagamento influenciou decisão
A Justiça também levou em consideração o contrato existente entre o município e o Bradesco para gerenciamento da folha de pagamento de servidores públicos, aposentados e pensionistas.
Segundo o entendimento judicial, ao assumir esse compromisso, a instituição financeira precisa assegurar condições adequadas para que os beneficiários tenham acesso aos seus recursos sem dificuldades excessivas.
Decisão foi comemorada pela população
A manutenção da unidade foi celebrada por representantes da prefeitura e por entidades ligadas aos trabalhadores bancários. A avaliação é que a decisão preserva o acesso da população aos serviços financeiros e evita impactos econômicos para o comércio local.
Por enquanto, a liminar continua válida e garante o funcionamento da agência até que o processo tenha uma decisão definitiva.

