Os trabalhadores com carteira assinada (CLT) passaram a contar com uma nova modalidade de empréstimo que promete facilitar o acesso ao empréstimo com taxas mais competitivas. O programa já movimentou bilhões de reais desde que entrou em vigor.
Criado pelo governo federal, o Crédito do Trabalhador permite que empregados da iniciativa privada contratem empréstimos de forma totalmente digital, com parcelas descontadas diretamente na folha de pagamento.
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Segundo levantamento da Serasa Experian, o programa completou um ano de funcionamento registrando forte crescimento. O estoque de operações saltou de pouco mais de R$ 41 bilhões para aproximadamente R$ 110 bilhões, enquanto o volume mensal de liberações passou de R$ 1,5 bilhão para quase R$ 11 bilhões.
Quem pode contratar o empréstimo CLT?
O programa atende:
- Trabalhadores com carteira assinada (CLT);
- Empregados domésticos;
- Trabalhadores rurais;
- Microempreendedores Individuais (MEIs).
A contratação é feita diretamente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, sem necessidade de convênio entre empresa e banco.
Valor médio dos contratos caiu
Apesar da expansão do programa, o levantamento mostra que os brasileiros passaram a contratar empréstimos menores.
O valor médio caiu de R$ 8.600 para R$ 2.300, enquanto o prazo para pagamento também diminuiu, indicando maior cautela tanto dos bancos quanto dos trabalhadores.
Atenção ao endividamento
O estudo também aponta aumento da inadimplência na modalidade.
Dados do Banco Central mostram que a taxa passou de 4,9% para 6,6% entre novembro de 2025 e março de 2026.
Além disso, cerca de 78% dos trabalhadores que contrataram o consignado privado já comprometem aproximadamente 81% da renda com dívidas, segundo a Serasa Experian.
Especialistas recomendam que o crédito seja utilizado apenas quando houver planejamento financeiro e necessidade real.

