A Polícia Civil concedeu entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (1º) para falar sobre o suposto caso de envenenamento de um pastor em Canoas. O caso veio a tona após a filha registrar uma ocorrência denunciando o caso.
Conforme a Polícia Civil, os laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP) descartaram o envenenamento. Porém, a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, informou que a investigação da suposta tentativa de homicídio da denunciante e do suposto homicídio do pastor continua.
LEIA TAMBÉM:
- Tradicional shopping do Rio Grande do Sul é fechado
- Nova regra da CNH: motoristas entre 50 e 70 anos serão afetados por nova lei
- Duas gigantes dos eletrodomésticos se unem e prometem trocar sua geladeira velha por desconto em uma nova; veja como vai funcionar
“A partir de agora, logicamente, as informações trazidas nos laudos vão ser consideradas, logicamente, mas nós vamos confrontar com essas outras que nós temos no inquérito e com mais outras que serão trazidas a partir desse momento. Vamos ouvir possivelmente outras testemunhas e a própria investigada que até então não foi ouvida”, pontua delegada.
Ao procurar a polícia, a denunciante relatou que ao abrir as cartas enviadas pela madrasta, teria passado mal. Ela pagou uma perícia particular que identificou a presença de arsênio nos documentos. Porém, o IGP concluiu que os papéis tinham uma pequena quantidade de arsênio.
“O que a gente conseguiu determinar é que a dose letal do arsênio está na faixa de 50 a 300 miligramas. Então, a dose que a gente encontrou está 100 vezes menor que essa dose letal”, pontua a perita Milena Pellin ao destacar que “a presença de arsênio na carta não justifica o quadro clínico”.
Corpo de pastor que supostamente teria sido envenenado passou por necropsia
O pastor de 75 morreu em junho deste ano. Após a denúncia, o corpo foi encaminhado para a necropsia.
“Em relação aos exames feitos no corpo do pai da denunciante, não foram encontrados nada além dos medicamentos que ele utilizava”, destaca o delegado Cristiano Reschke, diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), ao ressaltar que também foram descartadas as possibilidades de uma morte provocada por intoxicação.
“Não havia indícios de homicídio”, destaca o diretor do Departamento de Perícias Laboratoriais, Gustavo Lucena Kortmann.
Entenda o caso
Em 2025, a filha do pastor procurou a 3ª Delegacia de Polícia de Canoas para denunciar uma suposta tentativa de homicídio causada por envenenamento ao manusear cartas históricas da família. Ao longo da investigação, o homem, que morava no bairro Guajuviras, morreu após passar mal.
“Essa investigação inicia no final do ano passado quando essa denunciante vem até a nossa delegacia e nos relata todo esse histórico desde 2007. É importante que se diga que ela trouxe diversas testemunhas que corroboraram com as informações que ela trouxe inicialmente. São informações plausíveis, tem verossimilhança, mas foi necessário de uma análise técnica para que a gente tomasse um caminho ou outro”, salienta Bertoletti.
O caso seguirá em investigação.

