Professor vai responder por assédio, importunação sexual e estupro praticados contra alunas em escola de Canoas

A Polícia Civil concluiu inquérito e indiciou professor por crimes praticados em escola de Canoas

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas concluiu o inquérito e indiciou um professor contra crimes sexuais praticados contra alunas em uma escola de Canoas. A informação foi divulgada na última segunda-feira (13).

De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou em março deste ano. Na ocasião, uma aluna da Escola Estadual de Ensino Médio Marechal Rondon acionou a Brigada Militar (BM) e relatou que o professor indiciado estava praticando atos de importunação sexual contra ela e outras alunas da instituição.

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Quando os policiais chegaram na escola, um grupo de alunas confirmou os episódios de assédio e importunação sexual. Elas relataram que a prática criminosa acontecia há mais de um ano.

Professor indiciado em Canoas: o que a investigação apurou?

Conforme a polícia, os investigadores apuraram que o professor fazia elogios de conotação sexual para as alunas. Ele as chamava seguidamente de lindas, fixava o olhar em suas partes íntimas, solicitava que as vítimas realizassem apresentações de trabalhos fora da sala de aula e em locais reservados de maneira particular, praticava toques físicos intencionais em ombros, braços, cabelos, colo, cintura, regiões próximas aos seios e outros contatos.

Segundo o delegado Maurício Barison, titular da DPCA, os investigadores escutaram as vítimas, mães e pais, além de outros profissionais da instituição de ensino. Os policiais também analisaram imagens de câmeras de monitoramento e atas escolas relativas aos fatos.

O professor responderá por assédio sexual, importunação sexual e também por estupro de vulnerável devido a idade de uma das vítimas.

Jaime Zanatta
Jaime Zanatta
Jornalista formado pela Unisinos escreve sobre economia, cotidiano, polícia e o dia a dia das cidades.
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