Uma medida incomum adotada por uma prisão de segurança máxima chamou a atenção nos últimos dias. Israel iniciou a construção de um fosso de aproximadamente 170 metros ao redor de uma ala da prisão de Ketziot, que será ocupado por crocodilos como parte do sistema de segurança para dificultar possíveis fugas de detentos palestinos.
Segundo o Ministério da Segurança Nacional de Israel, o projeto faz parte de um plano de reforço da segurança da unidade prisional. O investimento previsto é de cerca de US$ 7 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 35 milhões, e inclui toda a estrutura necessária para manter os animais no local.
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Projeto prevê treinamento de agentes
De acordo com as autoridades israelenses, os agentes penitenciários passarão por treinamento específico para lidar com os crocodilos e garantir a segurança tanto dos funcionários quanto dos animais.
O governo informou ainda que o plano contempla áreas de descanso para os répteis, protocolos de manutenção e acompanhamento veterinário permanente.
Crocodilos virão de um resort
Os animais que ocuparão o fosso serão transferidos de um resort localizado no norte de Israel.
Após a transferência, eles passarão a viver em uma área construída ao lado da prisão de Ketziot, considerada a maior unidade prisional do país.
Objetivo é dificultar tentativas de fuga
Segundo o Ministério da Segurança Nacional, o fosso funcionará como uma barreira física adicional para impedir eventuais tentativas de fuga dos presos.
A estrutura será integrada aos demais sistemas de vigilância já existentes na penitenciária, como cercas, monitoramento eletrônico e equipes de segurança.
Projeto divide opiniões
A iniciativa gerou repercussão internacional e passou a ser debatida por especialistas em segurança e direitos humanos.
Enquanto o governo israelense afirma que a medida busca aumentar a proteção da unidade prisional, críticos questionam a necessidade e os impactos da utilização de animais como parte da estratégia de segurança.

