A Garganta do Diabo, principal cartão-postal do lado argentino das Cataratas do Iguaçu, ficará temporariamente sem sua tradicional passarela de acesso. A administração do Parque Nacional Iguazú confirmou que a estrutura será desmontada preventivamente para evitar que seja destruída por futuras cheias do Rio Iguaçu, como ocorreu em 2023.
A medida foi tomada após estudos apontarem que o período entre setembro e novembro costuma registrar aumento no volume do rio. Com a retirada antecipada, a expectativa é preservar a estrutura e reduzir o tempo necessário para reabrir o principal atrativo turístico da unidade de conservação.
LEIA TAMBÉM:
- INSS inicia pagamento de ressarcimento para aposentados; valores podem chegar a R$ 1.280
- Governo esclarece até que idade idosos podem renovar a CNH; veja as regras
- Tradicional shopping do Rio Grande do Sul é fechado após décadas de funcionamento
Por que a passarela será desmontada?
A decisão busca evitar a repetição dos danos provocados pela enchente histórica registrada em outubro de 2023. Na época, a força da água destruiu parte da passarela, obrigando o fechamento da Garganta do Diabo por cerca de oito meses até a conclusão das obras de reconstrução.
Agora, a estratégia é desmontar a estrutura antes da temporada de cheias e reinstalá-la quando as condições do rio voltarem à normalidade.
O que muda para quem vai visitar as Cataratas?
Durante o período de desmontagem, os turistas não poderão acessar a Garganta do Diabo pelo lado argentino.
Apesar disso, o Parque Nacional Iguazú continuará funcionando normalmente. Permanecerão abertos os circuitos Superior e Inferior, além de outros mirantes que permitem observar diferentes ângulos das Cataratas do Iguaçu.
Já o lado brasileiro das Cataratas segue operando sem qualquer alteração, já que a decisão afeta apenas a estrutura localizada na Argentina.
Quando a passarela deve voltar?
Segundo a administração do parque, a previsão é que a remontagem da passarela seja concluída até dezembro, permitindo a reabertura da Garganta do Diabo para a alta temporada de verão, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.
A medida pretende evitar novos prejuízos e garantir mais segurança para visitantes e funcionários durante o período de maior risco de cheias.

