Seguro de carro pode negar indenização quando motorista não está informado na apólice; entenda o caso

Um motorista descobriu da pior maneira a importância de preencher corretamente os dados da apólice de seguro. Após um acidente em uma rodovia, ele acionou a seguradora para reparar um carro financiado, mas teve o pedido negado porque a esposa, que dirigia o veículo no momento da colisão, não constava como motorista adicional na apólice. O caso reacendeu o debate sobre as regras adotadas pelas seguradoras na análise de sinistros.

Segundo especialistas do setor, a indicação dos condutores habituais faz parte da avaliação de risco realizada pela seguradora. Quando uma informação considerada relevante deixa de ser informada, a empresa pode revisar ou até negar a indenização, dependendo das condições previstas no contrato.

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Por que a seguradora recusou o pagamento

De acordo com o caso divulgado, a seguradora concluiu que a condutora envolvida no acidente utilizava o veículo com frequência, mas não havia sido declarada como motorista adicional na contratação do seguro.

Essa informação influencia diretamente o cálculo do risco e, consequentemente, o valor do prêmio pago pelo segurado. Quando há divergência entre os dados informados e a realidade, a empresa pode entender que houve agravamento do risco.

O que é o motorista adicional

O motorista adicional é a pessoa que também utiliza o veículo de forma habitual, além do titular da apólice.

Ao contratar o seguro, a seguradora costuma solicitar informações como:

  • Idade dos condutores;
  • Tempo de habilitação;
  • Frequência de utilização do veículo;
  • Local onde o carro permanece estacionado;
  • Finalidade de uso do automóvel.

Esses dados são utilizados para calcular o valor do seguro e definir as condições da cobertura.

A seguradora sempre pode negar o sinistro?

Não.

Cada caso é analisado individualmente e depende das cláusulas do contrato e das circunstâncias do acidente.

Se ficar comprovado que a pessoa não informada dirigia o veículo apenas de forma eventual, a negativa pode ser questionada. Já quando há uso frequente por um condutor omitido na contratação, a seguradora pode alegar agravamento do risco e recusar a indenização, conforme previsto na apólice.

Como evitar esse problema

Especialistas recomendam que o segurado mantenha a apólice sempre atualizada.

Sempre que outra pessoa passar a utilizar o veículo regularmente, o ideal é comunicar a seguradora para que os dados sejam revisados e, se necessário, o contrato seja ajustado.

O que fazer em caso de negativa

Quando o pagamento do sinistro for recusado, o consumidor pode solicitar a justificativa formal da seguradora e analisar as condições da apólice.

Se entender que a negativa foi indevida, é possível buscar uma solução por meio dos canais de atendimento da empresa, registrar reclamação nos órgãos de defesa do consumidor ou recorrer à Justiça para discutir o caso.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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