Um ciclone extratropical que começa a atuar entre esta quinta-feira (6) e sexta-feira (7) colocou meteorologistas em alerta. Caso o sistema se intensifique rapidamente, ele poderá ser classificado como ciclone bomba, um fenômeno capaz de provocar ventos extremamente fortes, chuva intensa, granizo e queda brusca de temperatura.
O Rio Grande do Sul deve concentrar os maiores impactos do sistema, com previsão de temporais, rajadas que podem ultrapassar os 100 km/h e risco para quedas de árvores, destelhamentos, falta de energia elétrica e alagamentos.
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O que é ciclone bomba?
Apesar do nome assustador, um ciclone bomba não é uma explosão.
O fenômeno recebe esse nome quando um ciclone extratropical apresenta uma queda muito rápida da pressão atmosférica. Para que isso aconteça, a pressão no centro do sistema precisa diminuir pelo menos 24 hectopascais (hPa) em um período de até 24 horas.
Esse processo é conhecido pelos meteorologistas como ciclogênese explosiva.
Quando isso ocorre, os ventos ficam muito mais intensos e as tempestades tendem a ganhar força.
Por que ele pode ser tão perigoso?
A rápida intensificação do ciclone favorece a formação de temporais severos.
Entre os principais riscos estão:
- ventos acima de 100 km/h;
- queda de árvores;
- destelhamentos;
- interrupção no fornecimento de energia;
- granizo;
- descargas elétricas;
- alagamentos e enxurradas;
- rápida elevação de rios e arroios.
Além disso, após a passagem do sistema, uma forte massa de ar frio deve provocar queda acentuada das temperaturas.
Rio Grande do Sul concentra o maior risco
Segundo a previsão meteorológica, o Rio Grande do Sul será o estado mais afetado pela passagem do sistema.
As regiões Oeste, Missões, Campanha, Sul e parte do Litoral devem registrar temporais ao longo desta quinta-feira.
Há previsão de rajadas entre 90 km/h e 110 km/h, além da possibilidade de granizo e, em áreas isoladas, até formação de tornados.
Em algumas cidades, os acumulados de chuva podem se aproximar de 100 milímetros em poucas horas, aumentando o risco de alagamentos e enxurradas.
Ciclone também influencia outras regiões
Embora o maior impacto seja esperado no Sul do Brasil, a frente fria associada ao ciclone também deve avançar sobre Santa Catarina, Paraná e parte do Sudeste.
São Paulo poderá registrar temporais, principalmente entre a tarde e a noite. Já no litoral paulista, as rajadas de vento poderão superar os 100 km/h durante a sexta-feira (7).
O ciclone já é considerado bomba?
Ainda não.
Os meteorologistas acompanham a evolução do sistema porque ele pode atingir os critérios necessários para ser classificado como ciclone bomba.
Caso a queda da pressão atmosférica ocorra na intensidade prevista durante as próximas horas, o fenômeno passará oficialmente a ser considerado uma ciclogênese explosiva.
Até lá, o monitoramento continua sendo realizado pelos institutos meteorológicos.
Como se proteger durante a passagem do ciclone
Com a previsão de ventos intensos, a orientação é evitar permanecer próximo de árvores, postes, placas e estruturas metálicas.
Também é recomendado recolher objetos que possam ser lançados pelo vento, acompanhar os alertas da Defesa Civil e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e evitar deslocamentos durante os temporais mais intensos.

