Fabricante de doces que produz bolinhos do tipo Ana Maria fecha 33 fábricas e demite mais de 18 mil funcionários

Fabricante de doces conhecida por produzir bolinhos do tipo Ana Maria decreta sua segunda falência e demite mais de 18 mil funcionários.

Uma tradicional fabricante de doces, conhecida por produzir bolinhos semelhantes ao Ana Maria vendido no Brasil, encerrou 33 fábricas, fechou centenas de lojas e deixou cerca de 18,5 mil trabalhadores sem emprego após decretar sua segunda falência.

O colapso marcou o fim de uma empresa que atuava havia mais de oito décadas e acumulava uma dívida superior ao equivalente a R$ 5,1 bilhões. A liquidação colocou um ponto final na história da antiga companhia, embora algumas de suas marcas tenham sobrevivido sob novos proprietários.

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A empresa era a Hostess Brands, fundada em 1930 nos Estados Unidos. Ela ficou conhecida por fabricar os Twinkies, tradicionais bolinhos americanos recheados que lembram os bolinhos Ana Maria vendidos no Brasil, além dos pães Wonder Bread e outras marcas populares no mercado norte-americano.

(Ilustração mostra como é um clássico bolinho Twinkle, muito consumido nos Estados Unidos e semelhante aos bolinhos Ana Maria fabricados no Brasil)

Por que a fabricante de doces decretou a segunda falência?

A empresa já havia enfrentado dificuldades financeiras anos antes. A primeira recuperação judicial começou em 2004 e terminou em 2009, mas os problemas financeiros continuaram.

Em janeiro de 2012, a companhia voltou a recorrer à Justiça após enfrentar elevados custos operacionais, fábricas antigas, despesas com distribuição, obrigações previdenciárias e uma dívida crescente.

Durante a tentativa de reestruturação, parte dos sindicatos aceitou mudanças nos contratos de trabalho, mas uma greve iniciada por trabalhadores do setor de panificação agravou ainda mais a situação financeira.

Sem conseguir recuperar a operação, a empresa entrou em liquidação.

O que representavam as 33 fábricas fechadas?

A estrutura da antiga Hostess era uma das maiores do segmento nos Estados Unidos.

Ao todo, a empresa mantinha:

  • 33 fábricas;
  • 565 centros de distribuição;
  • cerca de 5.500 rotas de entrega;
  • 570 lojas próprias;
  • aproximadamente 18.500 funcionários.

Com a liquidação, a produção foi interrompida e milhares de trabalhadores receberam avisos de demissão enquanto os ativos eram preparados para venda.

Como a dívida chegou ao equivalente a R$ 5,1 bilhões?

No fim de 2011, os registros financeiros apontavam cerca de US$ 981,6 milhões em ativos e US$ 1,43 bilhão em passivos, além de outras obrigações com fornecedores, fundos de pensão e contratos.

Convertido para valores aproximados, o montante supera o equivalente a R$ 5,1 bilhões, evidenciando a dimensão da crise enfrentada pela fabricante.

O que aconteceu com os famosos bolinhos?

Apesar da falência da antiga empresa, os produtos não desapareceram.

As marcas foram vendidas separadamente durante o processo de liquidação.

Os Twinkies, conhecidos nos Estados Unidos e semelhantes aos bolinhos Ana Maria comercializados no Brasil, passaram para novos proprietários juntamente com parte das fábricas e equipamentos de produção.

Outras marcas também foram negociadas de forma independente, permitindo que os produtos continuassem sendo fabricados por diferentes empresas.

A fabricante de doces desapareceu definitivamente?

Sim. A empresa criada em 1930 deixou de existir após a liquidação.

Embora uma nova companhia tenha retomado posteriormente a marca Hostess e voltado a fabricar produtos como os Twinkies, a estrutura original, que operou durante 82 anos, foi encerrada definitivamente.

Assim, os famosos bolinhos continuaram nas prateleiras, mas a fabricante responsável por construir essa história desapareceu após sua segunda falência.

Nota da redação (IMPORTANTE): A comparação entre o Twinkie e o bolinho Ana Maria foi utilizada apenas como referência para facilitar a compreensão do leitor brasileiro sobre o tipo de produto fabricado pela empresa. Os produtos pertencem a fabricantes diferentes e não possuem qualquer relação comercial.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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