Conta de luz muda em 2027 e brasileiros terão nova opção para contratar energia

A forma como milhões de brasileiros contratam energia elétrica está prestes a mudar. A abertura gradual do mercado livre de energia permitirá que consumidores que hoje dependem exclusivamente da distribuidora local passem a escolher de quem comprar a energia.

A mudança faz parte da reforma do setor elétrico e será implementada de maneira gradual. Para consumidores residenciais, a abertura está prevista para 2027, enquanto pequenos comércios e indústrias terão acesso antes.

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Brasileiros poderão escolher o fornecedor de energia

Atualmente, a maioria das residências está no chamado mercado regulado. Nesse modelo, o consumidor recebe energia da distribuidora responsável pela região e paga a tarifa definida conforme as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Com a abertura do mercado livre, essa lógica começa a mudar.

O consumidor poderá escolher uma empresa para fornecer a energia que será consumida, negociando condições e contratos. A distribuidora continuará responsável pela infraestrutura e pela entrega física da eletricidade.

Mudança começa primeiro para empresas

A abertura não acontecerá de uma só vez.

O cronograma prevê que pequenos comércios e indústrias de baixa tensão possam escolher o fornecedor a partir de novembro de 2027.

Já os consumidores residenciais terão acesso à possibilidade de escolha a partir de novembro de 2028, conforme o cronograma regulamentado.

Isso significa que uma residência não poderá simplesmente trocar de fornecedor de energia já em 2027.

Como ficará a conta de luz

Mesmo com a possibilidade de escolher a empresa que fornece a energia, a conta não desaparecerá nem será totalmente substituída por uma nova cobrança.

A distribuidora continuará responsável por itens relacionados à rede elétrica, como postes, cabos, transformadores e manutenção.

O que muda principalmente é a possibilidade de negociar a parte relacionada à compra da energia.

Na prática, o consumidor poderá comparar propostas e escolher contratos que façam mais sentido para seu perfil de consumo.

Mudança pode aumentar a concorrência

A principal expectativa do governo é que a abertura do mercado aumente a concorrência entre fornecedores.

Com mais empresas disputando consumidores, a tendência é que surjam diferentes ofertas, condições contratuais e possibilidades de economia.

O Ministério de Minas e Energia afirma que a abertura busca ampliar a liberdade de escolha e modernizar o setor elétrico brasileiro.

No mercado livre, consumidores também podem negociar contratos e escolher fornecedores que trabalham com determinadas fontes de energia, inclusive renováveis.

Nem todo consumidor terá economia automática

Apesar da possibilidade de escolher o fornecedor, isso não significa que a conta ficará automaticamente mais barata para todos.

O preço dependerá do contrato escolhido, do perfil de consumo e das condições do mercado.

Além disso, a abertura do mercado exige novas regras para proteger consumidores que eventualmente deixem de ter contrato com um fornecedor.

Por isso, a liberdade de escolha também deverá vir acompanhada de mais atenção na hora de comparar as propostas.

Governo também mudou a Tarifa Social

A reforma do setor elétrico também trouxe mudanças para famílias de baixa renda.

A nova Tarifa Social prevê gratuidade no consumo de energia dentro do limite estabelecido para famílias elegíveis, além de descontos e isenções para outros grupos enquadrados nas regras.

O Ministério de Minas e Energia afirma que as medidas podem beneficiar dezenas de milhões de brasileiros.

O que muda para quem mora em casa

Para quem é consumidor residencial, a principal mudança ainda está no futuro.

Até a abertura do mercado, a residência continuará sendo atendida pela distribuidora de sua região.

A partir da etapa prevista para 2028, o consumidor residencial poderá ter a possibilidade de escolher o fornecedor da energia, enquanto a distribuidora continuará cuidando da infraestrutura necessária para que a eletricidade chegue até o imóvel.

Portanto, a conta de luz não vai deixar de existir em 2027. O que está mudando é a forma como o consumidor poderá contratar a energia que utiliza.

A abertura do mercado representa uma das maiores mudanças no setor elétrico brasileiro dos últimos anos e deverá ampliar gradualmente a liberdade de escolha para consumidores de diferentes perfis.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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