A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (19) a Operação 3D contra um grupo que possui uma fábrica clandestina de armas em Canoas. Eles produziam em impressoras 3D para uma facção criminosa.
De acordo com a polícia, policiais cumprem mais de 30 ordens judiciais, sendo 20 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em Canoas, Portão, Eldorado do Sul, Montenegro, Triunfo e São Leopoldo.
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Os alvos da ofensiva são integrantes do grupo criminoso. No esquema, eles tem diversas funções, desde a aquisição de insumos para a produção, montagem, testes e logística.
Até o momento, 16 criminosos foram presos.
Grupo que tem fabrica clandestina de armas em Canoas é alvo de operação da Polícia Civil: investigação
A investigação conduzida pela 2ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (2ª DIN/Denarc) começou em novembro do ano passado, quando a Polícia Civil descobriu que criminosos estavam produzindo armas de fogo para uma facção criminosa do Vale do Sinos com uso de impressoras 3D.
A fábrica ficava em Canoas, mas investigadores apuraram que eles planejavam abrir outra em Novo Hamburgo.
“A investigação permitiu identificar uma estrutura criminosa organizada que incorporou a tecnologia de impressão 3D à fabricação clandestina de armas de fogo. Além da produção dos armamentos, foi possível identificar divisão de tarefas, logística para circulação dessas armas e a atuação de integrantes que, mesmo recolhidos ao sistema prisional, permaneciam participando da dinâmica criminosa. A operação busca interromper essa cadeia de produção e impedir que novos armamentos sejam colocados à disposição da criminalidade”, destaca o delegado Wesley Lopes do DENARC.

