Luciano Hang doa R$ 160 mil para candidatos nas eleições de 2026; veja os nomes e o que diz a Lei sobre isso

Luciano Hang destinou R$ 160 mil a candidatos nas eleições de 2026. Veja quem recebeu os maiores valores e como funciona a doação.

O empresário Luciano Hang destinou R$ 160 mil em doações para candidaturas nas eleições de 2026 em Santa Catarina, segundo registros de prestação de contas baseados nos dados disponibilizados pela Justiça Eleitoral.

Os lançamentos foram feitos em 4 de setembro e incluem repasses para candidatos que disputam vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Os registros disponíveis mostram R$ 100 mil para João Martins, R$ 50 mil para André Batisti e R$ 10 mil para Ricardo Soares de Oliveira.

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Os valores aparecem como recursos de pessoa física e podem ser acompanhados nos dados de financiamento das campanhas.

Quem recebeu dinheiro de Luciano Hang?

O maior repasse confirmado foi destinado a João Baptista Martins Neto, candidato a deputado federal pelo PSD em Santa Catarina.

O candidato recebeu R$ 100 mil de Luciano Hang em 4 de setembro. O lançamento corresponde a uma única transferência e representa uma parcela relevante dos recursos privados declarados pela campanha.

O segundo maior valor foi para André Batisti, candidato a deputado estadual pelo PL.

Batisti recebeu R$ 50 mil de Hang na mesma data. O registro também aparece na base de financiamento da candidatura.

Ricardo Soares de Oliveira, candidato a deputado federal pelo Novo, recebeu R$ 10 mil do empresário em 4 de setembro.

Quanto cada candidato recebeu?

Os dados atualmente disponíveis mostram esta distribuição:

  • João Martins: R$ 100 mil;
  • André Batisti: R$ 50 mil;
  • Ricardo Soares de Oliveira: R$ 10 mil.

Somados, os três lançamentos representam R$ 160 mil em doações de Luciano Hang.

Como as prestações de contas eleitorais podem receber novos lançamentos, correções e atualizações, os valores devem ser acompanhados diretamente na base da Justiça Eleitoral.

Quem é João Martins, que recebeu R$ 100 mil?

João Baptista Martins Neto, conhecido politicamente como João Martins, disputa uma vaga de deputado federal por Santa Catarina pelo PSD.

Antes da candidatura de 2026, ele havia concorrido à Prefeitura de Brusque em 2024.

Na prestação de contas atualmente disponível, a transferência de R$ 100 mil de Luciano Hang aparece entre os maiores repasses recebidos pela campanha.

O valor também aparece identificado como recurso de pessoa física.

Quem é André Batisti?

André Batisti disputa uma vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina pelo PL.

O candidato é político de Brusque e recebeu R$ 50 mil de Luciano Hang em 4 de setembro. Esse lançamento corresponde a uma parcela dos recursos privados declarados por sua campanha.

Na base consultada, Batisti também aparece com recursos provenientes do próprio partido e outras pessoas físicas.

E Ricardo Soares de Oliveira?

Ricardo Soares de Oliveira é candidato a deputado federal pelo Novo em Santa Catarina.

A prestação de contas disponível mostra uma transferência de R$ 10 mil feita por Luciano Hang em 4 de setembro.

A campanha também recebeu recursos partidários e outros valores de pessoas físicas.

As doações foram feitas pela Havan?

Não.

Os registros consultados identificam Luciano Hang como pessoa física responsável pelos repasses.

Essa diferença é importante porque a legislação eleitoral proíbe doações de pessoas jurídicas para campanhas. O TSE reafirma para as eleições de 2026 que empresas não podem realizar doações eleitorais.

Portanto, não se deve confundir uma doação feita pelo empresário em seu próprio nome com uma contribuição realizada pela Havan.

Empresas podem doar dinheiro para candidatos?

Não.

A legislação eleitoral brasileira proíbe o recebimento de recursos de pessoas jurídicas pelas campanhas.

O TSE lista expressamente pessoas jurídicas entre as fontes vedadas nas eleições de 2026.

As contribuições de pessoas físicas, por outro lado, continuam permitidas, desde que respeitados os requisitos e limites estabelecidos pela legislação.

É nesse enquadramento que aparecem as doações atribuídas a Luciano Hang.

Quanto uma pessoa física pode doar nas eleições de 2026?

O limite geral para doações financeiras feitas por pessoas físicas é de 10% dos rendimentos brutos obtidos pelo doador no ano anterior à eleição.

Para as eleições de 2026, portanto, o cálculo considera os rendimentos brutos de 2025.

O limite não é calculado simplesmente sobre o patrimônio da pessoa.

O TSE também esclarece que existem regras específicas para doações estimáveis em dinheiro envolvendo bens e serviços próprios.

Uma doação de R$ 100 mil é permitida?

Pode ser, dependendo dos rendimentos do doador.

O limite não é um valor fixo igual para todas as pessoas. Ele corresponde a 10% dos rendimentos brutos do ano anterior.

Assim, uma contribuição de R$ 100 mil pode estar dentro do limite de uma pessoa e ultrapassá-lo para outra.

No caso de Luciano Hang, o valor precisa ser analisado à luz dos rendimentos considerados pela legislação eleitoral para verificar a situação individual.

Como o TSE acompanha essas doações?

As campanhas precisam declarar à Justiça Eleitoral os recursos recebidos e gastos realizados.

O TSE disponibiliza o sistema DivulgaCandContas, que permite acompanhar informações sobre arrecadação e despesas dos candidatos.

Os dados são atualizados durante a campanha e podem sofrer alterações conforme novas prestações de contas são entregues ou corrigidas.

Por isso, valores divulgados em determinado momento não necessariamente representam o balanço final da candidatura.

Quando as doações precisam ser registradas?

As campanhas devem informar à Justiça Eleitoral os recebimentos de recursos dentro dos prazos estabelecidos nas regras eleitorais.

O objetivo é garantir transparência e permitir que os eleitores acompanhem quem financia cada candidatura.

A identificação do doador, da origem do recurso e do beneficiário faz parte desse mecanismo de fiscalização.

Como o dinheiro é transferido para a campanha?

As doações financeiras precisam passar pelos mecanismos previstos para garantir a rastreabilidade do dinheiro.

O TSE informa que doações em dinheiro acima de R$ 1.064,10 devem ser realizadas por transferência eletrônica entre contas bancárias ou cheque nominal e cruzado.

Essa exigência permite identificar a origem dos recursos e acompanhar seu caminho até a conta eleitoral.

O que acontece se o doador ultrapassar o limite?

A doação acima do limite legal pode gerar consequências para o próprio doador.

A legislação prevê multa de até 100% do valor excedente, além da possibilidade de outras consequências eleitorais conforme as circunstâncias do caso.

Por isso, o valor transferido para uma campanha não deve ser analisado isoladamente.

Também é necessário verificar os rendimentos do doador e os demais recursos eventualmente doados durante o ano eleitoral.

Luciano Hang pode doar para mais de um candidato?

Sim.

Uma pessoa física pode fazer doações para diferentes candidaturas, desde que respeite as regras e os limites aplicáveis.

No caso de 2026, os registros mostram que Luciano Hang realizou repasses para três candidatos em Santa Catarina, com valores diferentes para cada campanha.

O limite de 10% deve ser considerado no conjunto das doações financeiras realizadas pelo doador, e não simplesmente de maneira isolada para cada candidato.

Por que as doações chamam atenção?

Luciano Hang é um empresário conhecido nacionalmente e fundador da Havan, o que faz com que suas movimentações financeiras durante períodos eleitorais tenham grande visibilidade.

Além disso, as contribuições foram destinadas a candidatos de diferentes partidos.

João Martins concorre pelo PSD, André Batisti pelo PL e Ricardo Soares de Oliveira pelo Novo.

Os registros, portanto, permitem identificar não apenas o valor total, mas também como o empresário distribuiu os recursos entre as candidaturas.

As doações significam que Luciano Hang apoia oficialmente os candidatos?

O registro de uma doação demonstra que o empresário destinou recursos à campanha daquele candidato.

Mas uma prestação de contas não informa, sozinha, toda a extensão da relação política entre o doador e o beneficiário.

Para determinar o grau de apoio político, seria necessário considerar declarações públicas, alianças, participação em eventos e outros elementos além do simples registro financeiro.

O que os dados permitem afirmar objetivamente é quem recebeu os recursos e quanto foi declarado.

O dinheiro pode ser usado livremente pelos candidatos?

Não.

Os recursos de campanha precisam ser utilizados de acordo com as regras eleitorais e declarados na prestação de contas.

As despesas também devem ser informadas à Justiça Eleitoral, permitindo o acompanhamento da arrecadação e da aplicação dos recursos.

Dessa forma, receber uma doação não significa que o candidato possa utilizar o dinheiro sem qualquer controle.

O eleitor consegue descobrir quem financiou um candidato?

Sim.

O DivulgaCandContas, mantido pela Justiça Eleitoral, permite consultar informações de arrecadação e despesas das candidaturas.

É possível verificar os doadores declarados, os valores recebidos e outras informações financeiras.

Esse sistema existe justamente para ampliar a transparência sobre o financiamento das campanhas.

Os valores podem mudar?

Sim.

As prestações de contas são atualizadas durante o processo eleitoral e podem receber novos lançamentos.

Por isso, uma candidatura que aparece com determinado total de arrecadação em uma consulta pode apresentar valores diferentes em uma consulta posterior.

Os dados utilizados nesta matéria correspondem aos registros localizados mais recentemente para os três candidatos.

Luciano Hang já fez doações eleitorais antes?

Sim.

O empresário já realizou doações oficiais em eleições anteriores. Em 2018, por exemplo, dados citados pela imprensa apontaram contribuições de R$ 160 mil para cinco candidatos.

A movimentação de 2026, portanto, não representa a primeira vez que o empresário aparece formalmente como doador de campanhas eleitorais.

O que muda agora são os candidatos beneficiados e os valores declarados nesta eleição.

O que mudou nas regras de doação para 2026?

A estrutura geral continua baseada na possibilidade de pessoas físicas contribuírem dentro do limite legal.

O TSE também reforçou regras de rastreabilidade e manteve a proibição de recursos provenientes de pessoas jurídicas e outras fontes vedadas.

As campanhas precisam registrar corretamente a origem dos recursos e respeitar os mecanismos de prestação de contas.

Assim, doações como as realizadas por Luciano Hang são públicas porque precisam aparecer na contabilidade eleitoral da candidatura.

Qual foi o maior repasse de Luciano Hang?

Entre os três candidatos identificados nos registros consultados, o maior valor foi para João Martins: R$ 100 mil.

André Batisti recebeu R$ 50 mil, enquanto Ricardo Soares de Oliveira recebeu R$ 10 mil.

A soma chega a R$ 160 mil.

Esse é o valor que aparece nos lançamentos localizados atualmente, e não os R$ 200 mil mencionados inicialmente no texto-base.

Luciano Hang direciona dinheiro para três campanhas em SC

Os registros das eleições de 2026 mostram que Luciano Hang destinou recursos próprios a três candidaturas de Santa Catarina.

O maior beneficiado foi João Martins, com R$ 100 mil. André Batisti recebeu R$ 50 mil e Ricardo Soares de Oliveira, R$ 10 mil.

Os três disputam cargos diferentes: dois concorrem à Câmara dos Deputados e um busca uma vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

A movimentação chama atenção pelo peso do empresário no cenário empresarial catarinense, mas os registros eleitorais permitem concluir apenas o que está formalmente declarado: quem recebeu, quanto recebeu e quando a doação foi registrada.

Para as eleições de 2026, a legislação permite contribuições de pessoas físicas, desde que respeitado o limite de 10% dos rendimentos brutos do ano anterior e observadas as demais regras de financiamento eleitoral.

Como a prestação de contas continua sendo atualizada, os valores e totais das campanhas ainda podem sofrer alterações antes do encerramento definitivo do processo eleitoral.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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