O Instagram terá uma nova restrição de uso para adolescentes nos Estados Unidos. Usuários entre 13 e 17 anos terão o acesso limitado a duas horas por dia à plataforma, conforme as condições de um acordo firmado entre a Meta e mais de 40 estados americanos, além do Distrito de Columbia e territórios dos EUA.
A medida faz parte de um acordo para encerrar processos judiciais que acusavam a Meta de não proteger adequadamente crianças e adolescentes dos possíveis impactos das redes sociais.
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O acordo pode chegar a US$ 17 bilhões, aproximadamente R$ 87,2 bilhões, pagos ao longo de dez anos.
Bloqueio durante a madrugada também está previsto
A mudança não ficará restrita ao tempo máximo de utilização.
Pelas novas regras, adolescentes também terão o acesso ao Instagram e ao Facebook bloqueado entre meia-noite e 6h da manhã.
Durante o horário escolar, as notificações também deverão ser silenciadas, reduzindo a quantidade de alertas recebidos pelos jovens enquanto estiverem estudando.
Curtidas e filtros também serão afetados
O acordo estabelece outras mudanças na experiência dos adolescentes dentro das plataformas.
Entre elas está a ocultação de curtidas e a desativação de filtros estéticos. Os adolescentes também poderão escolher um feed que não seja baseado no algoritmo e controlar a reprodução automática dos vídeos.
A intenção é reduzir mecanismos considerados potencialmente prejudiciais à experiência de crianças e adolescentes nas redes sociais.
Regra não vale para todos os usuários
Apesar do impacto da medida, é importante esclarecer que o limite de duas horas não será aplicado a todos os usuários do Instagram.
A regra está direcionada aos adolescentes de 13 a 17 anos nos Estados Unidos. Portanto, adultos e usuários brasileiros não passam automaticamente a ter o acesso limitado a duas horas por dia por causa desse acordo.
A medida também não significa que o Instagram esteja sendo proibido no país.
Meta terá que dificultar acesso de menores de 13 anos
O acordo também prevê medidas para impedir que crianças com menos de 13 anos utilizem as plataformas.
A Meta deverá criar mecanismos capazes de identificar adolescentes que tenham informado uma idade falsa durante o cadastro e dificultar o acesso de menores de 13 anos.
Para isso, a empresa está desenvolvendo sistemas que analisam sinais relacionados ao comportamento e às conexões dos usuários, como seguidores, interações e mensagens.
A companhia não utiliza reconhecimento facial para essa finalidade, segundo as informações divulgadas sobre o acordo.
TikTok e YouTube também podem ser envolvidos
Outro ponto chama atenção no acordo.
Dos US$ 17 bilhões previstos, US$ 5,3 bilhões somente serão pagos caso TikTok e YouTube adotem medidas equivalentes às estabelecidas para a Meta, incluindo uma limitação de uma hora diária de uso.
A condição amplia a pressão sobre outras grandes plataformas para que adotem mecanismos semelhantes de proteção a adolescentes.
Mudança pode influenciar outras redes sociais
O acordo ocorre em um momento de aumento das discussões sobre o tempo que crianças e adolescentes passam nas redes sociais e sobre a responsabilidade das plataformas na proteção desse público.
No Brasil, por exemplo, o ECA Digital entrou em vigor em março de 2026 e estabeleceu novas obrigações para plataformas digitais relacionadas à proteção de crianças e adolescentes.
Isso não significa que o limite de duas horas previsto no acordo americano será automaticamente aplicado no Brasil. As regras de cada país dependem de sua própria legislação e dos acordos firmados pelas empresas.
Por enquanto, portanto, a principal mudança anunciada diz respeito aos adolescentes americanos de 13 a 17 anos, que terão uma série de novas limitações no Instagram e no Facebook.

