A chegada do inverno costuma trazer uma preocupação além do frio: o aumento da conta de energia.
O principal motivo não é necessariamente uma mudança no funcionamento dos aparelhos, mas a alteração nos hábitos das famílias. Com temperaturas mais baixas, equipamentos como chuveiros elétricos, aquecedores, secadoras e aparelhos de ar-condicionado no modo quente passam a ser utilizados por mais tempo ou com maior intensidade.
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A própria Copel aponta que o consumo pode aumentar significativamente durante o inverno, especialmente pelo uso de equipamentos que transformam eletricidade em calor. Em algumas residências, a alta pode chegar a aproximadamente 25% a 30%.
Chuveiro elétrico é um dos principais vilões
Entre os equipamentos que mais pesam no consumo está o chuveiro elétrico.
No frio, é comum aumentar a temperatura da água e prolongar o banho. Quanto maior o tempo de funcionamento e mais elevada a potência utilizada, maior tende a ser o consumo.
Segundo a Neoenergia, um chuveiro de 6,0 kW utilizado por uma família de quatro pessoas pode consumir uma quantidade de energia equivalente à de aproximadamente 330 lâmpadas fluorescentes compactas de 15 W.
Uma das formas mais simples de reduzir o gasto é diminuir o tempo do banho e, quando possível, utilizar o chuveiro na posição “verão”. Segundo a reportagem, essa mudança pode representar economia de até 30% no consumo do aparelho.
Aquecedores também fazem a conta subir
Os aquecedores elétricos são outro ponto de atenção.
Como precisam transformar energia elétrica em calor, esses aparelhos podem consumir bastante quando permanecem ligados durante várias horas. O problema aumenta quando o ambiente possui portas ou janelas abertas, já que parte do calor produzido é perdida e o equipamento precisa continuar funcionando para manter a temperatura.
Por isso, manter o aquecedor ligado durante toda a noite pode representar uma diferença significativa na fatura.
Secadora de roupas vira outro problema
Durante os períodos frios e úmidos, as roupas demoram mais para secar. Com isso, a secadora tende a ser utilizada com maior frequência.
O aparelho também utiliza energia para produzir calor e pode contribuir para o aumento do consumo quando permanece ligado por longos períodos.
O mesmo cuidado vale para outros equipamentos que utilizam resistência elétrica, como torneiras elétricas.
Ar-condicionado no modo quente também pesa
Quem utiliza ar-condicionado para aquecer a casa também precisa ficar atento.
O funcionamento no modo quente pode aumentar o consumo, principalmente quando o aparelho permanece ligado durante várias horas.
Manter portas e janelas fechadas enquanto o equipamento funciona ajuda a evitar a perda de calor e reduz a necessidade de funcionamento contínuo.
No inverno, até a iluminação pode aumentar
Os dias mais curtos também interferem na rotina.
Como escurece mais cedo, as luzes costumam ser acesas antes e permanecem ligadas por mais tempo. Embora o impacto seja menor do que o causado pelo chuveiro ou por aquecedores, esse consumo também pode aparecer na fatura.
Uma alternativa simples é aproveitar a iluminação natural durante o dia e utilizar lâmpadas de LED, que são mais eficientes do que tecnologias antigas.
Bandeira amarela também pesa na conta
Além do aumento no consumo, existe outro fator que pode deixar a fatura mais cara.
Em setembro, a bandeira tarifária amarela está em vigor, acrescentando R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, segundo a reportagem. A cobrança adicional é definida pela Aneel de acordo com as condições de geração de energia no país.
Isso significa que uma família pode sentir no bolso tanto o aumento do consumo causado pelo inverno quanto o adicional relacionado à bandeira tarifária.
Como economizar energia no inverno
Algumas mudanças simples podem ajudar a reduzir a conta de energia sem abrir mão do conforto.
Reduzir o tempo de banho é uma das principais medidas. Também vale evitar deixar aquecedores ligados sem necessidade, manter portas e janelas fechadas enquanto o ambiente é aquecido e aproveitar a luz natural durante o dia.
Outra recomendação é evitar sobrecargas em tomadas, extensões e adaptadores ao utilizar equipamentos de alta potência. A Copel também orienta consumidores a priorizarem aparelhos certificados pelo Inmetro e com melhor eficiência energética.
Quanto o consumo pode aumentar?
Estimativas citadas na reportagem apontam que o consumo residencial pode aumentar em até 20% no inverno em comparação com períodos como primavera e outono.
O percentual, porém, varia bastante de uma residência para outra. Famílias maiores e casas que utilizam chuveiro elétrico, aquecedores e secadoras por longos períodos tendem a sentir mais o impacto.
Por isso, acompanhar o consumo e identificar quais aparelhos ficam ligados por mais tempo pode ser uma das formas mais eficientes de entender por que a fatura aumentou.

